Padrão de atividade e uso de habitat por Irara (Eira barbara, Linnaeus 1978) em áreas de altitude na Serra da Mantiqueira, Mata Atlântica, MG

O padrão de atividade e o habitat de uma espécie são importantes para compreensão da história natural da espécie e da sua ecologia. Algumas espécies de carnívoros são comuns, mas pouco estudadas, como é o caso da irara (Eira barbara). O objetivo foi avaliar o seu padrão de atividade e os fatores amb...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Lima, Karen Cristina Braga
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/29595
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/29595
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ecologia Aplicada
Irara - Padrão de atividade
Irara - Uso de habitat
Eira barbara
Irara - Activity pattern
Irara - Habitat use
Descripción
Sumario:O padrão de atividade e o habitat de uma espécie são importantes para compreensão da história natural da espécie e da sua ecologia. Algumas espécies de carnívoros são comuns, mas pouco estudadas, como é o caso da irara (Eira barbara). O objetivo foi avaliar o seu padrão de atividade e os fatores ambientais que influenciam a frequência de ocorrência de iraras em dois ecossistemas da Serra da Mantiqueira, Mata Atlântica. As hipóteses são: áreas com altitudes elevadas influenciaram negativamente na sua presença; áreas com maior porcentagem de florestas influenciaram positivamente a sua ocorrência; a proximidade de construções humana e de rodovias influenciam negativamente na sua presença; em áreas de floresta ombrófila densa (FOD) as iraras apresentarão hábitos diurnos, ao passo que em áreas de floresta estacional semidecidual montana (FESM) elas apresentarão alteração no padrão de atividade. A amostragem foi realizada no Parque Nacional do Itatiaia e na Reserva Particular do Patrimônio Natural Alto Montana, áreas montanhosas que se estendem de 600 a 2791 m de altitude. Realizamos o estudo entre o período de outubro de 2013 e outubro de 2016 ao longo de 32 pontos de amostragem, 13 localizados na FOD e 19 na FESM. Em cada ponto instalamos uma armadilha fotográfica totalizando um esforço amostral total de 35.040 armadilhas/noite e coletamos as variáveis ambientais. Para verificar se houve ou não uma distribuição uniforme de registros de irara ao longo do ciclo diário, nós realizamos o teste de Rao’s spacing (U). Para avaliar os fatores influenciando a frequência de ocorrencia utilizamos modelos lineares generalizados mistos e seleção de modelos, pelo AICc. Foram coletados 189 registros de iraras, 59 em FOD e 139 em FOM. O padrão de atividade das iraras não foi uniformemente distribuído ao longo das 24 horas, sendo a atividade da irara concentrada no período diurno, que totalizou 163 registros. O pico de atividade das iraras foi às 11 horas, sendo que na FOD o pico foi mais concentrado em um horário e na FESM os registros foram mais dispersos. Quanto ao uso de habitat, houve uma redução no número de registros de irara com o aumento da altitude e com a aproximação de construções humanas. Ao longo do gradiente altitudinal ocorre uma gradativa diminuição na temperatura e na produtividade primária, bem como mudanças na vegetação. Essas alterações podem explicar o menor uso de áreas de maior altitude por iraras. As informações obtidas nesse trabalho podem colaborar para estudos de previsões de mudanças climáticas e de conservação.