Escuta Ocupação: arte do contornamento, viração e precariedade no Rio de Janeiro

Este trabalho acompanha algumas ocupações autogestionárias existentes ou que existiram na área central do Rio de Janeiro, propondo-se a entender as formas de viração de seus moradores, composta majoritariamente por trabalhadores do mercado informal ou precarizados , com destaque para os inúmeros arr...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Fernandes, Adriana dos Santos
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/8314
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/8314
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Squat
Popular housing (policy)
Informal work
Precariousness
Circulation
Bare life
Urban Poverty
Poors
Rio de Janeiro
Ocupação (de moradia)
Habitação (política)
Circulação
Viração (trabalho informal)
Precariedade
Pobres/pobreza urbana
Movimento de sem-teto
Vida nua
Política habitacional
Aspectos sociais
Trabalho informal
CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS
Descripción
Sumario:Este trabalho acompanha algumas ocupações autogestionárias existentes ou que existiram na área central do Rio de Janeiro, propondo-se a entender as formas de viração de seus moradores, composta majoritariamente por trabalhadores do mercado informal ou precarizados , com destaque para os inúmeros arranjos, modos de circulação, redes de contatos, que procuram contornar o que Walter Benjamin chamou de estado de exceção/ estado de emergência e que Giorgio Agamben assinalou como vida nua.Trata-se, por sua vez, não de ressaltar esta condição como algo surpreendente e não ordinário, mas de perceber quais forças, arranjos e modalidades de circular são acionados para escapar às situações de indeterminação que constituem tal cotidiano. Em 2008, participei da ocupação Machado de Assis, na zona portuária da cidade, numa curta experiência como moradora (cerca de dois meses). A partir desta experiência e de outros engajamentos associados a essa cena, busco ressaltar quais os projetos, as disputas e os atores que constituem tal contexto e como o constituem. Afinal, desde que a cidade foi escolhida para sediar os Jogos Pan-Americanos, a Copa do Mundo de Futebol e a Olimpíada, ela tem sido atravessada por uma série de intervenções, resultando em novos usos também de sua área central. Para o âmbito desta pesquisa, nos detemos nas mudanças concernentes a tais intervenções no que tange aos ocupantes/ trabalhadores da viração, residentes nesta área, bem como nos modos de existência/subjetividade engendrados pelos mesmos nessa (re)composição da cidade.