Hildegard Rosenthal e as experiências de modernidade para mulheres fotógrafas na década de 1940

Esta dissertação visa investigar as experiências de modernidade para mulheres fotógrafas na década de 1940, a partir do estudo de caso de Hildegard Rosenthal (1913-1990). Neste período, a fotógrafa de origem alemã atuou profissionalmente na imprensa ilustrada brasileira, produzindo, entre outras, im...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Lima, Lúcia de Souza Alves de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-27022025-193102
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/93/93131/tde-27022025-193102/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Fotografia moderna
Hildegard Rosenthal
Modern photography
Modernidade
Modernity
Mulheres fotógrafas
Women photographers
Descripción
Sumario:Esta dissertação visa investigar as experiências de modernidade para mulheres fotógrafas na década de 1940, a partir do estudo de caso de Hildegard Rosenthal (1913-1990). Neste período, a fotógrafa de origem alemã atuou profissionalmente na imprensa ilustrada brasileira, produzindo, entre outras, imagens que dão a ver as vivências femininas na sociedade moderna. Tendo sua trajetória como fio condutor, essa pesquisa analisa as condições de produção no campo da fotografia na primeira metade do século XX e se remete a um universo amplo de mulheres que adotaram o ofício da fotografia na Europa e, por meio deste, desenvolveram suas carreiras em países americanos para os quais se deslocaram forçadas pela segunda guerra mundial. Tendo como foco a atuação profissional de Hildegard Rosenthal no Brasil, essa pesquisa analisa, pela primeira vez, suas fotografias no contexto de alguns dos periódicos em que foram publicadas originalmente: nas revistas Rio e Sombra e no Suplemento de Rotogravura do Estado de S. Paulo. Utilizando gênero como categoria de análise histórica e partindo de questões levantadas pela crítica feminista da história da arte e da fotografia, esta dissertação discute as principais categorias empregadas nas narrativas sobre a participação feminina no campo da fotografia moderna. Discute também a aplicação de moderno(a) como qualidade atribuída às produções artísticas de mulheres. Por fim, essa dissertação problematiza as condições de consagração que permitiram a inserção do trabalho de Hildegard Rosenthal no sistema da arte, a partir de 1974, quando sua produção passa a ser reconhecida como uma importante contribuição para a história da fotografia brasileira