O mito do déficit proteico
Dados epidemiológicos apontam que o consumo de alimentos de origem animal nos países de alta renda é excessivo e prejudicial à saúde. Mas é frequente, tanto na literatura científica como nos documentos das organizações multilaterais, a associação entre pobreza e carência de proteínas. Há uma armadil...
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| Formato: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Revista de Saúde Pública |
| Idioma: | portugués inglés |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/239027 |
| Acesso em linha: | https://revistas.usp.br/rsp/article/view/239027 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Protein Requirement Recommended Dietary Allowances Formulated Food Kwashiorkor Population Necessidade Proteica Recomendações Nutricionais Alimentos Formulados População |
| Resumo: | Dados epidemiológicos apontam que o consumo de alimentos de origem animal nos países de alta renda é excessivo e prejudicial à saúde. Mas é frequente, tanto na literatura científica como nos documentos das organizações multilaterais, a associação entre pobreza e carência de proteínas. Há uma armadilha conceitual neste vínculo, que consiste em concentrar a atenção em um nutriente e não no conjunto do padrão alimentar. Em 1974, num texto que se tornou um clássico da ciência da nutrição, Donald McLaren já mostrava o erro das organizações multilaterais de desenvolvimento em focar seus esforços na oferta de proteínas (inclusive sob formas industrializadas) sem levar em conta que, com raras exceções, quando se alcança suficiência energética, dificilmente haverá déficit proteico. Dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2017 a 2018 ajudam a desfazer esse mito: mesmo entre os 20% mais pobres da população brasileira, é ínfima a proporção dos que apresentam ingestão proteica insuficiente. |
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