Efeito da carga dos lipídios na interação do BP100 em modelos de membrana
Os peptídeos antimicrobianos (AMPs) são uma alternativa promissora aos antibiróticos. Os AMPs, compostos de menos de 80 aminoácidos, apresentam caráter anfipático o que lhes dá a capacidade de agir em membranas lipídicas. Podem formar poros na membrana causando morte da célula. Seu espectro de ação...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2012 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-28032012-085459 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/46/46131/tde-28032012-085459/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | BP100 GUVs LUVs Membranas Membranes Pepídio antimicrobiano |
| Sumario: | Os peptídeos antimicrobianos (AMPs) são uma alternativa promissora aos antibiróticos. Os AMPs, compostos de menos de 80 aminoácidos, apresentam caráter anfipático o que lhes dá a capacidade de agir em membranas lipídicas. Podem formar poros na membrana causando morte da célula. Seu espectro de ação é variado, sendo seus alvos bactérias até células de mamíferos. Os AMPs são encontrados em todos os seres vivos, desde bactérias, plantas, insetos e mamíferos, apresentam diferentes estruturas, composição de aminoácidos e agem por diversos mecanismos. Dois peptídeos antimicrobianos têm sido estudados por sua grande eficiência: a Cecropina A, peptídeo não hemolítico e que sofre degradação por proteases, e a Melitina, de grande potencial antimicrobiano, mas que apresenta atividade hemolítica hemólise. Para se obter uma melhor ação terapêutica, foram sintetizados híbridos de Cecropina e Melitina, dentre eles, o BP100, cuja sequência é KKLFKKILKYL-NH2. O BP100, além de atuar sobre a membrana de bactérias causando a sua morte, é pouco hemolítico e possui alta seletividade por membranas carregadas negativamente, o que é característica das membranas bacterianas. Estudamos a interação do BP100 com vesículas unilamelares grandes, LUVs obtidas por extrusão, preparadas com misturas de fosfatidilcolina de ovo (PC) e fosfatidilglicerol (PG) utilizando técnicas de fluorescência, dicroísmo circular, mobilidade eletroforética, espalhamento de luz dinâmico e microscopia óptica (neste caso utilizando-se vesículas gigantes, GUVs), a fim de obter informações sobre o mecanismo de ação do BP100. Nossos resultados mostraram que o BP100 permeabiliza LUVs preparadas com diferentes misturas de PC:PG, mesmo em alta força iônica. A presença de carga negativa nas LUVs aumenta significativamente a atividade do peptídeo enquanto o colesterol diminui a sua atividade. Quanto a sua estrutura secundária, em meio aquoso o BP100 apresentou uma estrutura ao acaso. Na presença de vesículas de PC sua estrutura não apresentou alteração e em vesículas de PC:PG, observou-se estrutura típica de alfa-hélice. Mostrou-se também que as LUVs de PC não se agregam na presença de BP100, mas o peptidio altera a sua mobilidade eletroforética. Nas LUVs contendo PG, entretanto, observou-se agregação e alteração da mobilidade eletroforética, confirmando a forte ligação do BP100 a essas vesículas. A observação direta da ação do BP100 sobre as GUVs preparadas com PC e PC:PG, mostrou que o peptídeo forma agregados na superfície da membrana e diminui o diâmetro das GUVs. Observou-se agregação de vesículas, formação de brotos na superfície das vesículas e, posteriormente, rompimento das mesmas com o vazamento de todo conteúdo interno. O conjunto dos dados obtidos é sugestivo de que o BP100 atua formando estruturas similares a poros na membrana das vesículas, através dos quais o conteúdo interno extravasa. A formação de estrutura em -hélice do BP100 em LUVs contendo PG que deve favorecer estruturação do poro |
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