Efeitos das informações sintáticas e semânticas de uma composição músical sobre a percepção subjetiva de tempo
O objetivo desta pesquisa foi examinar a influência das propriedades sintática e semântica do estímulo musical sobre a estimação subjetiva de tempo, empregando-se trechos da peça Quadros de uma Exposição do compositor russo Modest Musorgsky. De acordo com pesquisas preliminares, foi elaborada a hipó...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2013 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-22072013-160025 |
| Acesso em linha: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59134/tde-22072013-160025/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Cognição Musical Music Música Musical Cognition Musical Syntax and Musical Semantic Sintática Musical e Semântica Musical. Subjective Time Tempo Subjetivo |
| Resumo: | O objetivo desta pesquisa foi examinar a influência das propriedades sintática e semântica do estímulo musical sobre a estimação subjetiva de tempo, empregando-se trechos da peça Quadros de uma Exposição do compositor russo Modest Musorgsky. De acordo com pesquisas preliminares, foi elaborada a hipótese de que estas propriedades exerceriam influências distintas sobre a estimação de tempo. Participaram do estudo 180 estudantes brasileiros universitários, de ambos os sexos, sem estudo sistemático em música, com idade entre 18 a 35 anos. Os participantes (n= 180) foram divididos em 3 grupos: com informação sintática (SI), com informação semântica (SE) ou com informação ausente (IA) sobre trechos da peça. Cada participante, imediatamente após a informação, ouvia a Promenade1 da peça original. Imediatamente após estas escutas, o participante foi instruído a reproduzir a duração da Promenade usando um teclado de computador. Na fase seguinte, todos os participantes recebiam informações correspondentes a seu grupo, precedendo as apresentações dos trechos Gnomus e Bydlo. As Promenade2 e Promenade4, seguiam respectivamente estes trechos musicais. O participante era instruído a reproduzir novamente a duração da Promenade ouvida. Cada grupo foi dividido em subgrupos P2 e P4, em função da ordem de apresentação dos estímulos Gnomus-Promenade2 e Bydlo-Promenade4 (P2SI, P2SE, P2IA, P4SI, P4SE, P4IA).Os resultados mostraram um efeito de ordem de apresentação das Promenades; portanto, a análise dos dados foi feita empregando-se apenas o primeiro estímulo apresentado ao participante. Os resultados mostraram que a estimação temporal do grupo com informação sintática da Promenade2 apresentou duração menor que a do grupo com informação semântica. Os resultados também mostraram que a estimação temporal do grupo com informação sintática da Promenade4 apresentou duração menor quando comparada com a dos grupos com informação semântica ou informação ausente. Além disso, a comparação da estimação temporal dos participantes com duração real dos estímulos indica que houve subestimação para os participantes dos três grupos da Promenade4 e apenas para os participantes do grupo sintático da Promenade2. Assim, os resultados indicam que houve influência de aspectos cognitivos percebidos durante a escuta dos trechos musicais genuínos empregados na percepção temporal. Esta influência pode estar associada, principalmente, a aspectos cognitivos musicais de larga-escala (modo e andamento) e verbais (sintáticos e semânticos). |
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