Efeitos citoprotetores de secreções obtidas da lagarta Lonomia obliqua sobre células-tronco endometriais humanas

Introdução. A perda gestacional recorrente (PGR) está associada à morbidade física e psicológica grave, para a qual, quando se excluem causas anatômicas e genéticas, não há opções de tratamento. A fisiopatologia envolve a deficiência nas capacidades de proliferação e migração das células do estroma...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Schneider, Raquel de Almeida
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/219079
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/219079
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Endométrio
Células-tronco
Venenos
Citoproteção
Fenômenos farmacológicos
Aborto habitual
Endometrial cell
Lonomia
Cytoprotective
Proteomic analysis
Recurrent pregnancy loss
Descripción
Sumario:Introdução. A perda gestacional recorrente (PGR) está associada à morbidade física e psicológica grave, para a qual, quando se excluem causas anatômicas e genéticas, não há opções de tratamento. A fisiopatologia envolve a deficiência nas capacidades de proliferação e migração das células do estroma endometrial (hESCs), prejudicando a implantação e o desenvolvimento do embrião. Por isso, encontrar novas moléculas citoprotetoras capazes de estimular a proliferação de hESCs pode ser interessante. Uma vez que os venenos de animais são fontes ricas em moléculas bioativas, neste trabalho objetivamos caracterizar os efeitos citoprotetores do veneno da Lonomia obliqua em hESCs. Metodologia. hESCs foram isoladas de biópsias endometriais humanas frescas e caracterizadas de acordo com protocolos padrão. Em seguida, os efeitos das secreções venenosas de L. obliqua sobre a viabilidade, proliferação e migração celular foram determinados. Os componentes do veneno envolvidos nos efeitos de proliferação celular também foram identificados por métodos cromatográficos clássicos e análises proteômicas. Resultados. O veneno de L. obliqua induz a proliferação, viabilidade e migração de hESC de uma maneira dependente da dose, tanto na presença como nas condições de privação de soro. Por cromatografia de troca iônica foi obtida uma fração enriquecida em componentes citoprotetores desprovidos de efeito hemotóxico. A análise proteômica do veneno identificou pelo menos seis classes de proteínas com propriedades citoprotetoras potenciais (hemolinas, lipocalinas, hemocianinas, proteínas antivirais, peptídeos antimicrobianos e inibidores de protease). O mecanismo envolvido na citoproteção parece estar relacionado à regulação negativa da geração do ânion superóxido, aumento das enzimas antioxidantes, produção de óxido nítrico e ativação de vias de proliferação dependentes de ERK. 8 Conclusões. A viabilidade, proliferação e migração de hESC induzidas por veneno de L. obliqua ocorreram principalmente por proteção contra dano oxidativo e ativação da via dependente de ERK. Assim, esta é uma ferramenta farmacológica promissora para compreender os mecanismos subjacentes da deficiência de hESC em PGR.