Reestruturação da gestão das vigilâncias em saúde em Alagoas: a precarização da formação e do trabalho

A descentralização das vigilâncias sanitária, epidemiológica e ambiental para os municípios tomou impulso com mudanças organizacionais e no financiamento federal, quando cresceu a ideia de integração entre elas, e delas com a atenção individual e coletiva. Nos organogramas de muitas secretarias de S...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Mendes, Tânia Kátia de Araújo, Oliveira, Sérgio Pacheco de, Delamarque, Elizabete Vianna, Seta, Marismary Horsth de
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/54737
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/54737
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Educação profissional
Vigilância Sanitária
Vigilância epidemiológica
Vigilância ambiental
Vigilância em saúde
Professional education
Health surveillance
Epidemiological surveillance
Environmental surveillance
Educación profesional
Vigilancia sanitaria
Vigilancia epidemiológica
Vigilancia ambiental
Vigilancia de la salud
Educação Profissional em Saúde Pública
Vigilância Sanitária Ambiental
Saúde do Trabalhador
Vigilância em Saúde Pública
04 Educação de qualidade
Descripción
Sumario:A descentralização das vigilâncias sanitária, epidemiológica e ambiental para os municípios tomou impulso com mudanças organizacionais e no financiamento federal, quando cresceu a ideia de integração entre elas, e delas com a atenção individual e coletiva. Nos organogramas de muitas secretarias de Saúde, reuniram-se as vigilâncias sob uma coordenação comum, e os gestores demandaram a formação de novos profissionais para esse arranjo. Este artigo objetiva delinear os perfis dos profissionais de nível médio das vigilâncias de seis municípios do estado de Alagoas e dos serviços em que eles operam, agregando percepções dos gestores sobre a prática desses trabalhadores, que representam 88% da força de trabalho das vigilâncias nesses municípios. Sem formação específica para realizar suas atividades, o desempenho dos trabalhadores foi avaliado como pior quanto menor o tempo de exercício do gestor no cargo. As dificuldades destacadas foram: ingerência política no trabalho da vigilância sanitária e ambiental; preenchimento deficiente das fichas de investigação epidemiológica pelas equipes de saúde da família nos seis municípios; papel indefinido desse profissional na vigilância em saúde do trabalhador. A necessária formação técnica é insuficiente para superação dessas dificuldades, requerendo-se a revisão de processos de gestão e coordenação do trabalho das equipes para práticas mais efetivas.