Sorção-dessorção, efeito residual, eficácia do diclosulam no controle e biologia de Borreria spinosa e Borreria verticillata

O diclosulam é amplamente utilizado no manejo de plantas daninhas em função da sua ação na pré-emergência destas espécies. Este herbicida apresenta retenção no solo, processo que é governado pelos fatores de sorção-dessorção e efeito residual no solo, os quais podem ser analisados por técnicas analí...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Silva, Laryssa Barbosa Xavier da
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Repositorio:LOCUS Repositório Institucional da UFV
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:locus.ufv.br:123456789/34166
Acesso em linha:https://locus.ufv.br/handle/123456789/34166
https://doi.org/10.47328/ufvbbt.2025.040
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Herbicidas
Solos - Efeito dos herbicidas
Borreria spp
Cromatografia líquida
CIENCIAS AGRARIAS::AGRONOMIA::FITOTECNIA::MATOLOGIA
Descrição
Resumo:O diclosulam é amplamente utilizado no manejo de plantas daninhas em função da sua ação na pré-emergência destas espécies. Este herbicida apresenta retenção no solo, processo que é governado pelos fatores de sorção-dessorção e efeito residual no solo, os quais podem ser analisados por técnicas analíticas, como a cromatografia, e por bioensaio com espécies sensíveis. No entanto, os resultados obtidos por ambas as técnicas podem não condizer entre si, resultando em injúrias em uma cultura sensível e impactando o manejo de plantas daninhas, por exemplo. Dentre as principais plantas daninhas na agricultura brasileira, destacam-se as espécies de vassourinha-de-botão (Borreria spp.), como B. spinosa e B. verticillata, as quais não apresentam informações consolidadas sobre sua biologia, o que impacta o controle destas espécies. Apesar do seu potencial, são escassos os estudos sobre a eficácia do diclosulam no manejo em pré-emergência dessas espécies, bem como, informações sobre processos de germinação e emergência destas espécies em diferentes condições ambientais. Dessa forma, o objetivo deste estudo foi compreender aspectos relacionados biologia de B. spinosa e B. verticillata em condições ambientais distintas, bem como avaliar a eficácia do diclosulam no controle destas espécies e analisar o processo de sorção-dessorção e efeito residual do diclosulam em solos com características físico-químicas distintas. O experimento de germinação de espécies de vassourinha-de-botão foi realizado em câmaras de crescimento (B.O.D), dois regimes de luz (8h/16h luz e escuro, respectivamente, e escuro constante) e cinco temperaturas (20, 25, 30, 35 e 20-30°C). O experimento de emergência foi realizado em casa de vegetação, avaliando diferentes profundidades de semeadura (0; 1; 2; 4; 6 e 8 cm). Os experimentos de eficácia de controle foram realizados individualmente para cada espécie, com três solos distintos e dez doses de diclosulam (0 a 35g i.a. ha-1). Os experimentos de sorção- dessorção, por cromatografia, foram realizados pelo método “batch equilibrium” com diferentes concentrações de diclosulam para a avaliação do coeficiente de sorção- dessorção pelo modelo linear (Kd) e de Freundlich (Kf), além da normalização dos coeficientes pelo carbono orgânico do solo (Koc e Kfoc). A estimativa de sorção por bioensaio possibilita o cálculo da dose necessária para obtenção de 50% de controle (C50) e da dose para redução de 50% de massa seca (GR50), bem como a razão de sorção (RS) destes parâmetros. O efeito residual foi avaliado por bioensaio com girassol, a partir da dose máxima recomendada para cultura da soja (35 g i.a. ha-1) e diferentes épocas de aplicação (0 a 240 dias), possibilitando o cálculo do tempo de meia-vida residual (Residual Lifetime - RL50) e tempo necessário para redução de 50% da massa seca (GR50). Os resultados obtidos quanto ao estudo de germinação, demonstraram que B. spinosa apresentou maior índice de velocidade de germinação (IVG) (12,59 e 12,15) e primeira contagem (34 e 33%) nas temperaturas de 20ºC e 25ºC, na presença de luz, respectivamente. Para a B. verticillata, maior IVG foi observado em 20 e 25ºC (6,46 e 6,95, respectivamente). A emergência de B. spinosa e B. verticillata foi reduzida com o aumento da profundidade de semeadura, sendo nula em profundidades de 6 cm. Os resultados evidenciaram que ambas as espécies foram influenciadas negativamente por temperaturas elevadas (>25ºC), e apresentaram comportamento fotoblástico positivo. A eficácia do diclosulam no controle para ambas as espécies foi eficiente (>90%) na dose máxima registrada de 35 g i.a. ha-1, nos solos avaliados. Para o experimento de sorção-dessorção por cromatografia, o Kd variou de 4,80 a 10,89 L Kg-1; já o Kf variou de 6,80 a 14,96 mg (1–1/n) L1/n kg-1 com porcentagem de sorção entre 60,7% e 80,2%, enquanto a dessorção não foi quantificada. Para a estimativa de sorção por bioensaio com girassol, os valores de C50 e GR50 variaram de 0,34 a 2,92 e de 0,86 a 6,23 g i.a. ha-1, respectivamente. Com base na análise de componentes principais, foi evidenciado que as técnicas analíticas e biológicas são complementares, mas não equivalentes. Em relação ao efeito residual do diclosulam em girassol, foi observado RL50 de 64,4 a 203,4 dias; e GR50 variando de 66,6 a 214,2 dias nos solos avaliados. Assim, o entendimento dos padrões de germinação e emergência de plantas daninhas pode auxiliar nas estratégias de manejo, bem como, o diclosulam pode ser uma alternativa de controle de vassourinha-de-botão em solos distintos. Ainda, os processos de sorção- dessorção e efeito residual são indispensáveis na avaliação da retenção do diclosulam em solos. Palavras-chave: bioensaio; cromatografia líquida; carryover; vassourinha-de-botão; pré-emergência.