Avaliação dos impactos da acidificação oceânica e contaminação por fenantreno empregando anfípodes epibentônicos
O aumento nas concentrações atmosféricas de dióxido de carbono (CO2) causa mudanças significativas nos ecossistemas marinhos. Entre as consequências previstas, a acidificação dos oceanos tem sido amplamente estudada nos últimos anos devido aos seus potenciais efeitos adversos. As projeções sugerem q...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/74217 |
| Acesso em linha: | https://hdl.handle.net/11600/74217 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Mudanças climáticas Ecotoxicologia Biomarcadores HPAs Parhyale hawaiensis Climate change Ecotoxicology Biomarkers PAHs 14. Vida na água |
| Resumo: | O aumento nas concentrações atmosféricas de dióxido de carbono (CO2) causa mudanças significativas nos ecossistemas marinhos. Entre as consequências previstas, a acidificação dos oceanos tem sido amplamente estudada nos últimos anos devido aos seus potenciais efeitos adversos. As projeções sugerem que o pH da água do mar pode diminuir em até 0,4 unidades até 2100, impactando a biodiversidade e respectivos serviços ecossistêmicos. Além disso, os Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPAs), como o Fenantreno, são contaminantes comuns em ambientes aquáticos, principalmente em habitats bentônicos. Esses compostos podem impactar negativamente os organismos marinhos induzindo estresse oxidativo e danos genéticos. Este estudo teve como objetivo avaliar a toxicidade do Fenantreno em diferentes cenários de acidificação oceânica, usando o anfípode Parhyale hawaiensis como organismo modelo. Os anfípodes foram expostos a sedimentos enriquecidos com diferentes concentrações de Fenantreno e níveis de pH. A acidificação dos oceanos foi simulada por meio de injeção indireta de CO2 em condições controladas. As taxas de mortalidade aguda e as respostas biológicas, incluindo biomarcadores bioquímicos, foram medidas. Os resultados demonstraram que os efeitos combinados da acidificação e da exposição ao Fenantreno levaram ao aumento dos danos nos anfípodes. As taxas de mortalidade de neonatos diferiram significativamente (p<0,05) entre o controle e as concentrações de 2000 e 4000 µg.kg⁻¹ de Fenantreno em pH 7,6 e 7,2. A análise de biomarcadores revelou efeitos significativos (p<0,05) para as seguintes enzimas: atividade reduzida de glutationa (GSH) em sedimentos com 4000 µg.kg⁻¹ de Fenantreno em pH 7,6, atividade reduzida de glutationa-S-transferase (GST) em pH 7,2 com 4000 µg.kg⁻¹ de Fenantreno e atividade de glutationa peroxidase (GPX) em pH 7,2 em sedimentos sem adição de Fenantreno. Em relação ao dano ao DNA, uma diferença significativa (p<0,05) foi observada entre o sedimento controle e o sedimento com 4000 µg.kg⁻¹ de fenantreno em pH 7,2. Além disso, um aumento na concentração de Fenantreno na água foi observado à medida que o pH se tornou mais ácido, sugerindo que valores de pH mais baixos podem alterar o comportamento de partição deste HPA. Em conclusão, os níveis de pH influenciam significativamente a mobilidade do Fenantreno, aumentando sua toxicidade para indivíduos de P. hawaiensis sob condições acidificadas. |
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