Trabalho, redes e territórios nos circuitos da economia urbana: uma ánalise da venda direta em Jundiaí e região metropolitana de São Paulo

Na atual fase da economia neoliberal, com a reformulação produtiva das relações de capital e trabalho, em que se busca a reprodução ampliada do capital, a configuração da economia globalizada tem levado a uma nova ordem dialética entre o circuito superior e inferior. As dinâmicas recentes da economi...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Miyata, Hideko
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-31052011-152113
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-31052011-152113/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Direct selling
Economia urbana
Networks
Redes
Território
Territory
Urban economy
Venda direta
Descrição
Resumo:Na atual fase da economia neoliberal, com a reformulação produtiva das relações de capital e trabalho, em que se busca a reprodução ampliada do capital, a configuração da economia globalizada tem levado a uma nova ordem dialética entre o circuito superior e inferior. As dinâmicas recentes da economia brasileira vêm influindo na expansão dos dois circuitos da economia urbana nas grandes cidades brasileiras. A presente pesquisa tem como objetivo analisar o sistema de venda direta, uma forma de comercialização promovida por empresas como a Avon e a Natura, que fabricam e comercializam produtos cosméticos e perfumaria diretamente da indústria para o consumidor, tendo como área de estudo a cidade de Jundiaí (SP) e a Região Metropolitana de São Paulo, no período de 1990 a 2010. Esta forma de estratégia empresarial, a venda direta, permite a inserção de uma variada gama de trabalhadores, geralmente urbanos, integrando-se ao modelo de produção dominante, a partir de um contrato comercial. Na compreensão desse processo, impôs-se a análise na qual se potencializa a acumulação de capital sob a forma de exploração da força de trabalho, cada vez mais flexível e precário. Essa articulação, que explica a existência combinada e concomitante de diferentes estágios tecnológicos no interior do mesmo conjunto de processos produtivos, torna indiscutível que o critério de moderno e atrasado são faces do mesmo modo de reprodução social capitalista. Se no passado a venda direta era adotada por algumas poucas empresas, hoje é adotada por grandes e pequenas. Nesse sentido, é necessária a compreensão das transformações das grandes empresas, que constituem o circuito superior da economia, com o circuito inferior, em sua busca de reprodução ampliada de capital por meio da acumulação primitiva, presentes em muitas formas de trabalho contemporâneo. Foram estudadas as empresas de venda direta que distribuem seus produtos por meio de catálogos (Avon e Natura), por carrinhos (Nestlé e Yakult) e o caso do marketing de rede (Forever Living Products), demonstrando a peculiaridade de cada atividade em suas diferenciações dentro do sistema de venda direta. Nossa análise apontou para a capacidade, tanto do circuito superior como do circuito inferior, em se renovar e se expandir, no período de globalização. Em suma, uma reflexão sobre os dois circuitos da economia urbana nos coloca diante de novas interações entre o capital e o trabalho no período atual.