A EXPANSÃO DA ABACAXICULTURA EM SERGIPE: TRANSFORMAÇÕES PRODUTIVAS NA AGRICULTURA CAMPONESA

Sob a égide do Estado, o uso dos pacotes tecnológicos na produção de abacaxi tem crescido vertiginosamente nas duas últimas décadas em Sergipe. A intensificação do uso dessas tecnologias na agricultura tem gerado uma nova dinâmica nos estabelecimentos camponeses. Nesse contexto, o objetivo deste art...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Silva, Paulo Adriano Santos, Menezes, Sônia de Souza Mendonça
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2019
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
Repositório:Caminhos de Geografia
Idioma:português
OAI Identifier:oai:ojs.www.seer.ufu.br:article/47548
Acesso em linha:https://seer.ufu.br/index.php/caminhosdegeografia/article/view/47548
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Produção de abacaxi
agricultura camponesa
agronegócio
Descrição
Resumo:Sob a égide do Estado, o uso dos pacotes tecnológicos na produção de abacaxi tem crescido vertiginosamente nas duas últimas décadas em Sergipe. A intensificação do uso dessas tecnologias na agricultura tem gerado uma nova dinâmica nos estabelecimentos camponeses. Nesse contexto, o objetivo deste artigo é analisar as transformações no modo de vida e na organização produtiva da agricultura camponesa, a partir da inserção dos pacotes tecnológicos na produção de abacaxi em Sergipe. Fundamentando-se no método empírico-analítico, adotamos os seguintes procedimentos metodológicos: 1º) Levantamento bibliográfico; 2º) Pesquisa documental; 3º) Trabalho de campo; 4º) Sistematização dos dados e 5º) reflexão dos resultados. Durante o levantamento empírico utilizamos a técnica de pesquisa “snowball”, para identificar os camponeses que produzem abacaxi fazendo uso dos financiamentos e das novas tecnologias agrícolas. Com base nessa pesquisa, constatamos que a atuação do Estado, ao inserir os pacotes tecnológicos, profissionalizar os camponeses e promover a sua integração com as cadeias de produção do agronegócio, refletiram diretamente na alteração da lógica produtiva da agricultura camponesa, reduzindo a produção de alimentos para autoconsumo e, com isso, a possibilidade de reprodução autônoma do modo de vida tradicional dos camponeses envolvidos com esta atividade