Análise sobre a política de supremacia papal de Bonifácio VIII, frente à autonomia nacional da França de Felipe IV (1296-1303)

Propomo-nos, neste trabalho, a analisar os tratados políticos que discutem as teorias acerca da hegemonia dos poderes dentro do Ocidente medieval. Para isso, utilizaremos de fontes diretas da diplomacia papal, as bulas e as produções intelectuais de pensadores políticos que se formulam no decorrer d...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Melin, Eduardo
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2019
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositório:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/182330
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/11449/182330
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Monarquia
Cristandade
Felipe IV
Bonifácio VIII
Hierocracia
Monarchy
Christianity
Philip IV
Boniface VIII
Hierocracy
Descrição
Resumo:Propomo-nos, neste trabalho, a analisar os tratados políticos que discutem as teorias acerca da hegemonia dos poderes dentro do Ocidente medieval. Para isso, utilizaremos de fontes diretas da diplomacia papal, as bulas e as produções intelectuais de pensadores políticos que se formulam no decorrer da querela entre Bonifácio VIII e Filipe IV de França (1296-1303). Percebemos que, nessas fontes, o desenvolvimento e enriquecimento das ideias políticas, ou mesmo a idealização de modelos de governo, é resultado de um aparato histórico e legal, seja no Direito Canônico ou no Direito Romano. Tais produções intelectuais estão situadas e interligadas à lei, pois partem de uma concepção teleológica da sociedade. Desse modo, tencionamos neste trabalho analisar o fortalecimento da Monarquia francesa como representante do poder temporal, utilizando a obra de João Quidort, “De regia potestate et papali”, que nos apresenta a distinção dos poderes e suas funções, contrapondo a obra “ecclesiastica De potestate”, de Egídio Romano, a qual representa o auge da plenitude do poder papal e a obra “De Monarchia”, de Dante Alighieri, que expõe um modelo de governo singular, embora tenda a defender a hegemonia temporal.