Leishmaniose Tegumentar Americana em uma coorte de menores de 18 anos no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, RJ, entre 2000 e 2015

A leishmaniose tegumentar americana (LTA) é uma das doenças classificadas como negligenciadas e merece atenção por sua ampla distribuição territorial e impacto social. O aumento da incidência da LTA em crianças e adolescentes é um indicativo de transmissão ocorrendo no domicílio ou peridomicílio. Po...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Senna, Tatiana Camilo Ribeiro de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/64075
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/64075
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Leishmaniose Tegumentar
Leishmaniose cutânea
Crianças e Adolescentes
Tegumentary Leishmaniasis
Cutaneous leishmaniasis
Children and Adolescents
Leishmaniose Cutânea
Criança
Adolescente
Descripción
Sumario:A leishmaniose tegumentar americana (LTA) é uma das doenças classificadas como negligenciadas e merece atenção por sua ampla distribuição territorial e impacto social. O aumento da incidência da LTA em crianças e adolescentes é um indicativo de transmissão ocorrendo no domicílio ou peridomicílio. Poucos estudos buscaram respostas sobre as particularidades na evolução clínica, assim como na resposta aos tratamentos recebidos, nesta faixa etária. Foi realizado um estudo de coorte não concorrente, por pesquisa de prontuários, dos pacientes menores de 18 anos atendidos no Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, FIOCRUZ, entre os anos de 2000 e 2015, comparando com os pacientes com 18 anos ou mais em relação às características clínicas, epidemiológicas e de resposta ao tratamento. Foram incluídos neste estudo os prontuários de 659 pacientes dos quais 20% corresponderam ao grupo de estudo com idade <18 anos e 62% provenientes da região metropolitana do Rio de Janeiro. A provável infecção domiciliar foi significativamente maior nos pacientes >18 anos (p=0,03; IC=0,67-1,11). A frequência de forma mucosa (p<0,01) e a apresentação com múltiplas lesões (p<0,05) foram significativamente mais baixas nos <18 anos. Em contrapartida, as localizações anatômicas na cabeça, pescoço e tronco foram mais frequentes nos <18 anos (p<0,02). Em relação sucesso terapêutico no primeiro tratamento, os pacientes <18 anos apresentaram uma melhor resposta (88,3%) comparada aos adultos (76,6%) (p<0,01). Vale destacar que essa melhor resposta não foi observada nas faixas etárias extremas <5 anos e >40 anos. Os participantes >18 anos apresentaram maior proporção de eventos adversos clínicos (p<0,001) de intensidades moderadas ou graves (p<0,03). Os <18 anos, apresentaram maior proporção de eventos adversos laboratoriais (p<0,02). Concluímos que a apresentação clínica, a resposta terapêutica e a incidência de efeitos adversos foi diferente na faixa etária de menores de 18 anos. Considermaos que novos estudos devem ser realizados para verificar o comportamento da doença nas diferentes faixas etárias, fundamentalmente focados na resposta terapêutica