Investigação sorológica e molecular de Brucella spp. em humanos e cães de ilhas oceânicas e litoral continental

Embora Brucella abortus, Brucella suis e Brucella canis possam infectar humanos e cães, até o momento, nenhum estudo avaliou a circulação dessas espécies em humanos e seus cães, em ilhas e litoral continental. Para atingir este objetivo, este estudo utilizou testes sorológicos (teste de aglutinação...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Barros, Noelia Layslla Costa
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/243574
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/243574
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Brucella canis
Brucelose
Brucella abortus
Brucella suis
Saúde Pública
Descripción
Sumario:Embora Brucella abortus, Brucella suis e Brucella canis possam infectar humanos e cães, até o momento, nenhum estudo avaliou a circulação dessas espécies em humanos e seus cães, em ilhas e litoral continental. Para atingir este objetivo, este estudo utilizou testes sorológicos (teste de aglutinação em microplacas com 2-mercaptoetanol, ensaio imunocromatográfico e antígeno acidificado tamponado) e um ensaio de reação em cadeia da polimerase (PCR) gênero-específico para a detecção do DNA bacteriano. Nenhuma soropositividade para B. abortus e B. suis foi detectada em soros humanos ou caninos. A soropositividade para B. canis foi observada em 3/148 (2,0%) dos cães avaliados, mas nenhuma das amostras humanas foi positiva para B. canis. Além disso, todas as amostras, de ambas as espécies, foram negativas no ensaio de PCR gênero-específico para Brucella. Os cães soropositivos residiam no litoral continental (município de Guaraqueçaba-PR), porém não eram relacionados. A ausência de soropositividade nas ilhas e a baixa soropositividade no litoral continental pode ser reflexo do isolamento geográfico e sugere o baixo impacto da doença na região. Apesar da ausência de tutores sororreagentes, a presença de cães soropositivos indica a necessidade de medidas preventivas para evitar a transmissão antropozoonótica do patógeno.