Estimativa da variação espaço-temporal de áreas ocupadas por manguezal e diferentes usos e coberturas da terra no Brasil entre 2000 e 2020

Os manguezais são ecossistemas fundamentais do ponto de vista social, econômico e ambiental. O Brasil é um dos países com maior extensão de manguezal do mundo, porém diferentes trabalhos têm mostrado que forçantes antrópicas e naturais têm suprimido áreas ocupadas por este ecossistema, ainda que em...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Vanin, Gabriel Tofanelo
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2023
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositório:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/243125
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/11449/243125
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Manguezais
Brasil
Sistemas de informação geográfica
Solo Uso
MapBiomas
Série temporal
Google Earth Engine
Land Use/Land Cover
Descrição
Resumo:Os manguezais são ecossistemas fundamentais do ponto de vista social, econômico e ambiental. O Brasil é um dos países com maior extensão de manguezal do mundo, porém diferentes trabalhos têm mostrado que forçantes antrópicas e naturais têm suprimido áreas ocupadas por este ecossistema, ainda que em pequenas escalas geográficas. Esta pesquisa teve como objetivo estimar a variação espaço-temporal de manguezais no Brasil e diferentes usos e coberturas da terra (Land use and land cover – LULC) em diferentes escalas espaciais nas últimas duas décadas (2000-2020). Para isso, utilizamos dados dos projetos MapBiomas e Global Forest Change dentro da plataforma Google Earth Engine. Quantificamos o balanço de área de manguezal em escalas nacional, estadual e regiões (segmentos) climática-botanicamente semelhantes. Séries temporais de 20 anos foram construídas e decompostas. O banco de dados do Global Forest Change não apresentou um desempenho satisfatório na detecção de manguezais suprimidos no Brasil, quando comparado com dados previamente publicados. A partir dos dados do projeto MapBiomas, observamos que entre 2000 e 2020, o Brasil teve ganho líquido de 3982,51 km² de áreas ocupadas por manguezal. No mesmo período, 4143,43 km² de área de manguezal foi suprida, sendo que ~92% desta área pôde ser identificada com ao menos alguma das 17 LULC consideradas, as quais contribuíram diferentemente entre os estados políticos e regiões fitofisionomicamente semelhantes. As maiores conversões de manguezal ocorreram por classes de LULC não explicitamente atreladas as atividades humanas, destacando-se formação florestal e corpos d’água. Embora, comparativamente, as áreas de manguezais substituídas por classes antrópicas foram muito menores, sua identificação possibilita direcionar esforços para reduzir impactos de forçantes específicas por meio de políticas públicas e programas que lidem com uma ou pouca LULC, como pastagens, que substituiu 80,34 km² de área de manguezal preexistente. Nossos resultados corroboram evidências em escala global e no Brasil de que manguezais têm apresentado ganho líquido de área e reforçam que fatores naturais como os principais percussores de perda de manguezal. Abordagens mutli-escala como a utilizada neste estudo contribuem à gestão integrada dos manguezais, promovendo compreensão de temas que ultrapassam limites políticos. Este trabalho lança novos direcionamentos aos esforços de pesquisa, conservação e monitoramento em diferentes regiões geográficas do Brasil. Incentivamos o uso das ferramentas e dados disponibilizados neste trabalho por diferentes instituições e tomadores de decisão para ações de conservação, proteção e restauração dos manguezais brasileiros e ecossistemas adjacentes.