Contaminação fúngica toxígena e qualidade micotoxicológica de silagens destinadas a alimentação de bovinos no Estado de São Paulo

Apesar de ter o segundo maior rebanho do mundo a bovinocultura de corte brasileira, apresenta modestos índices de produtividade. O desempenho dos animais em pastagens é razoável durante a estação chuvosa, observando-se na estação seca deficiência alimentar, causada pela baixa disponibilidade e quali...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Keller, Luiz Antonio Moura
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRRJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/9673
Acesso em linha:https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/9673
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:milho
sorgo
micotoxinas
fungos
corn
sorgum
mycotoxins
fungal
Medicina Veterinária
Descrição
Resumo:Apesar de ter o segundo maior rebanho do mundo a bovinocultura de corte brasileira, apresenta modestos índices de produtividade. O desempenho dos animais em pastagens é razoável durante a estação chuvosa, observando-se na estação seca deficiência alimentar, causada pela baixa disponibilidade e qualidade do pasto, o que resulta em perda de peso dos animais. Assim, alimentos ensilados são uma solução atualmente utilizada a esta situação no processo produtivo. A avaliação deste substrato alimentar é escassa tanto no Brasil quanto no restante da América Latina, assim, os objetivos deste trabalho foram os de estabelecer principalmente a freqüência natural de espécies dos gêneros Aspergillus, Penicillium e Fusariu potencialmente produtoras de micotoxinas em amostras de componentes vegetais e silagens destinadas ao consumo bovino, bem como de outros gêneros fúngicos presentes e detectar micotoxinas presentes nas mesmas (aflatoxinas, ocratoxina A, fumonisina B1, deoxinivalenol e gliotoxina). Foram avaliados um total de 168 amostras de ensilados de milho e sorgo no período de janeiro 2009 a outubro 2012 (avaliado o material pré e pósfermentado nesse período), provenientes de três fazendas criadoras de gado de corte no estado de São Paulo. Foi observado que em todos os substratos avaliados tiveram mais de 50% de amostras contaminadas acima dos limites recomendados para alimentação animal de 1,0 x 104 ufc.g-1 (GMP, 2006). Sendo Aspergillus flavus à espécie de maior ocorrência nas amostras avaliadas, seguida por A. niger agregado, A. fumigatus e A. parasiticus. Detectou-se presença em níveis altos de toxinas produzidas por esses gêneros principalmente: aflatoxinas (níveis acima de 70 ppb), gliotoxina (níveis acima de 30 ppm) e ocratoxina A (níveis de até 10 ppm). O gênero Fusarium apresentou uma variabilidade baixa de espécies nas amostras avaliadas, mesmo em amostras pré-fermentadas onde ocorreram contagens maiores deste gênero, tiveram a ocorrência de apenas duas espécies F. verticillioides e F. gramineraum. Junto a isso também tiveram a detecção de toxinas produzidas por esses gêneros em níveis baixos (níveis de 0,32-2 ppm), principalmente no milho pré-fermentado. Tais achados reforçam a avaliação mais ampla desse substrato que é base alimentar durante grandes períodos do ano para o nosso rebanho.