Masculinity and football : tensions between homophobia and violence against women
Este artigo analisa os modos como os adolescentes matriculados em uma escola situada em uma região de alto índice de violência contra as mulheres manifestam-se frente ao contexto de homofobia no futebol. Metodologicamente foram utilizadas as técnicas de grupo focal e entrevista semiestruturada com s...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/279947 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/279947 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Masculinidade Homofobia Violência de gênero Violência contra a mulher Futebol Masculinity Homophobia Gender violence Violence against women |
| Sumario: | Este artigo analisa os modos como os adolescentes matriculados em uma escola situada em uma região de alto índice de violência contra as mulheres manifestam-se frente ao contexto de homofobia no futebol. Metodologicamente foram utilizadas as técnicas de grupo focal e entrevista semiestruturada com sete alunos do sexo masculino dos anos finais de uma escola no Município localizada em uma região de alta incidência de denúncias de violência vivida por mulheres. Ao pautar as anedotas homofóbicas do futebol brasileiro como disparadores da discussão do grupo focal, foi possível perceber que através do silêncio e dos semblantes de deboche se constituíam indicativos de homofobia nas dinâmicas de masculinidade daquele grupo. Por intermédio do diálogo sobre as manifestações dos torcedores dos clubes de futebol Grêmio e do Internacional, ficam visíveis atitudes preconceituosas dos jovens que estavam presentes, principalmente quando a homossexualidade era colocada em pauta. Além disso, foi possível perceber, a partir das declarações desses adolescentes, que manifestações homofóbicas estão também relacionadas às práticas esportivas na escola. Segundo os colaboradores da pesquisa, o ódio e o repúdio foram direcionados aos indivíduos cuja expressão de gênero se distancia das masculinidades heterocentradas, evidenciando que a homofobia está presente no dia a dia daquela escola. Para proteger a própria honra dentro do espectro da heteronormatividade, aqueles adolescentes acionam o deboche, a zombaria e a violência como recursos. Por meio de recursos como o deboche, a zombaria e a violência, aqueles adolescentes se inscrevem numa dinâmica de masculinidade que tende a regular as condutas de outros rapazes, bem como proteger a própria honra masculina nos espectros da heteronormatividade. |
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