Caracterização da planície hipersalina ( Apicum ) associada a um bosque de mangue em Guaratiba, Baía de Sepetiba, Rio de Janeiro - RJ

Planícies hipersalinas são conhecidas em várias partes do mundo, por vezes intimamente associadas a manguezais. No Brasil são registradas do Pará a Santa Catarina, descontinuamente, por todo o litoral. Representam reservatórios de nutrientes e zonas de retração de bosques de mangue, no caso de eleva...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autor: Pellegrini, Júlio Augusto de Castro
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2000
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-26112008-134014
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/21/21131/tde-26112008-134014/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:apicum
Baía de Sepetiba
mangrove
manguezal
planície hipersalina
Rio de Janeiro
Salicornia gaudichaudiana
Salt flat
Sepetiba Bay
Descrição
Resumo:Planícies hipersalinas são conhecidas em várias partes do mundo, por vezes intimamente associadas a manguezais. No Brasil são registradas do Pará a Santa Catarina, descontinuamente, por todo o litoral. Representam reservatórios de nutrientes e zonas de retração de bosques de mangue, no caso de elevação do nível médio do mar, merecendo maior atenção no que diz respeito ao manejo da zona costeira. No presente estudo, foi realizado monitoramento da salinidade da água intersticial, levantamento microtopográfico, análise granulométrica, caracterização estrutural do bosque de mangue associado e, levantamento dos dados climatológicos da região, tendo como objetivo definir os processos de formação e manutenção dos apicuns de Guaratiba. Os resultados indicam que a estrutura vegetal varia de acordo com o gradiente de inundação pelas marés, diminuindo à medida em que se afasta do corpo dágua - rio Piracão. Os valores médios de salinidade podem ser reunidos em 03 grupos distintos: interior do bosque de mangue, apicum com cobertura de Salicornia gaudichaudiana e apicum. A micro-topografia da área é variável, com pequenos canais que favorecem a colonização por A. schaueriana e elevações, onde é maior o acúmulo de sais. O clima apresentou variações interanuais, embora com presença de estações secas. A extensão dos apicuns deve-se à freqüente ocorrência de marés meteorológicas, podendo ter sido influenciada por retificações e drenagens dos pequenos rios e canais que cortam a região.