Neoliberalismo, conservadorismo e o movimento homeschooling no Brasil

Resumo: O artigo insere-se no contexto de análise sobre a temática do homeschooling/educação domiciliar no Brasil, considerando-a como um movimento crescente que tem apresentado ameaças para a garantia do direito à educação para todos. Tem como objetivo geral analisar os argumentos em defesa da regu...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Araujo, Isabela Mallis Martinho de, 2000-, Martin, Fabiana Barros de, 1972-, Barbosa, Luciane Muniz Ribeiro, 1981-
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositorio:Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://www.repositorio.unicamp.br/:1414247
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/20.500.12733/26250
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ensino domiciliar
Neoliberalismo
Conservadorismo
Homeschooling
Neoliberalism
Conservatism
Dossiê
Descripción
Sumario:Resumo: O artigo insere-se no contexto de análise sobre a temática do homeschooling/educação domiciliar no Brasil, considerando-a como um movimento crescente que tem apresentado ameaças para a garantia do direito à educação para todos. Tem como objetivo geral analisar os argumentos em defesa da regulamentação da educação domiciliar no Brasil e sua relação com os princípios do neoliberalismo e com o movimento conservador na área educacional. Nos procedimentos metodológicos constam o levantamento e análise da produção acadêmica sobre a educação domiciliar, neoliberalismo e conservadorismo e dos discursos da Associação Nacional de Educação Domiciliar (ANED) e famílias a ela vinculadas, bem como de parlamentares no processo de regulamentação da educação domiciliar em curso no Brasil. Como principais resultados da pesquisa realizada destacam-se: o movimento em prol da educação domiciliar no país cresceu e se fortaleceu por meio da difusão de ideias e propostas conservadoras, sobretudo durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022); a presença dos princípios do neoliberalismo por meio de ataques não apenas à instituição escolar, mas à esfera pública no geral, além das críticas à intervenção do Estado, permeadas por uma visão de infância baseada na teoria do capital humano e por uma concepção mercadológica de educação