[en] CONSUMERISM LIMITS IN BRAZILIAN CONTEXT: ANALYSIS OF BLACK AMEFRICAN WOMEN ACTIVISM

[pt] O conceito de consumerismo no marketing apresenta limites coloniais e eurocêntricos, ao restringir a defesa dos consumidores à lógica de mercado e substituir a cidadania pela figura do consumidor. Essa concepção ignora desigualdades estruturais de raça, gênero e classe, especialmente em context...

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Detalhes bibliográficos
Autor: MIRIAM DE SOUZA FERREIRA
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2025
País:Brasil
Recursos:Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)
Repositório:Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:MAXWELL.puc-rio.br:73953
Acesso em linha:https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=73953&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=73953&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.73953
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:[pt] MULHER NEGRA
[pt] ATIVISMO COMUNITARIO
[pt] CONSUMERISMO
[pt] DECOLONIALIDADE
[pt] INTERSECCIONALIDADE
[en] BLACK WOMAN
[en] COMMUNITY ACTIVISM
[en] CONSUMERISM
[en] DECOLONIALITY
[en] INTERSECTIONALITY
Descrição
Resumo:[pt] O conceito de consumerismo no marketing apresenta limites coloniais e eurocêntricos, ao restringir a defesa dos consumidores à lógica de mercado e substituir a cidadania pela figura do consumidor. Essa concepção ignora desigualdades estruturais de raça, gênero e classe, especialmente em contextos póscoloniais como o brasileiro. Este estudo articula referenciais do feminismo negro brasileiro, da interseccionalidade e da decolonialidade para analisar práticas de resistência de mulheres negras amefricanas que propõem formas alternativas de defesa e reivindicação de direitos. A pesquisa foi realizada com o Coletivo Mulheres do Salgueiro (São Gonçalo/RJ), cuja trajetória de mais de duas décadas é marcada por ações comunitárias em educação, empreendedorismo comunitário sustentável e empoderamento feminino. A abordagem metodológica adotada foi uma etnografia feminista, fundamentada em princípios éticos de não-reprodução de práticas coloniais e desenvolvida por meio de entrevista e diários de campo. Os resultados revelam que as práticas das Mulheres do Salgueiro resistem à lógica neoliberal do consumo, configurando epistemologias insurgentes que afirmam dignidade, cidadania e existência em territórios marcados por racismo estrutural e necropolítica.