Violência e resistência em Bacurau / Forceful and Dusty Magnifying Glasses: Violence and Resistance in Bacurau

DOI:10.1590/2179-8966/2021/62936.ResumoEste artigo é sobre Bacurau, filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Ele discute algumas de suas possíveis referências, como o Tropicalismo, a literatura de Guimarães Rosa, o Cinema Novo de Glauber Rocha e a obra de arte de Helio Oiticica, a fim de...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autores: Assy, Bethania, Chueiri, Vera
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Recursos:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Revista Direito e Práxis
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.www.e-publicacoes.uerj.br:article/62936
Acesso em linha:https://www.e-publicacoes.uerj.br/revistaceaju/article/view/62936
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Bacurau
tropicalismo
biopolítica
necropolítica
violência
resistência
Walter Benjamin
devir-índio / Bacurau
tropicalism
biopolitics
necropolitics
violence
resistence Walter Benjamin
Indian-becoming.
Descrição
Resumo:DOI:10.1590/2179-8966/2021/62936.ResumoEste artigo é sobre Bacurau, filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Ele discute algumas de suas possíveis referências, como o Tropicalismo, a literatura de Guimarães Rosa, o Cinema Novo de Glauber Rocha e a obra de arte de Helio Oiticica, a fim de sublinhar o encontro do primitivo com o popular, da tecnologia com a cultura de massa. Apesar da radicalidade das dimensões biopolíticas e necropolíticas e do seu desdobramento numa espécie de necrocapitalismo, este artigo pretende propor algo mais a respeito da violência infringida pela comunidade de Bacurau: primeiro, a idéia de violência literal ou imanente, principalmente ao lançar uma nova luz sobre a noção de violência divina de Benjamin; segundo, ao se deslocar da violência imanente à ação e resistência. A resistência compreendida como um movimento extraordinário e ordinário realizado individual ou coletivamente pela comunidade de Bacurau. Considerando que Bacurau não é apenas uma comunidade local no sertão do nordeste do Brasil, mas pode ser qualquer outra comunidade no mundo, concluímos -de forma não conclusiva-, a partir da noção de “devir-índio” de Viveiros de Castro como aquilo que Bacurau nos encoraja a fazer.Palavras-chave: Bacurau, tropicalismo, biopolítica, necropolítica, violência, resistência, Walter Benjamin, devir-índio.AbstractThis article is on Bacurau, a film by Kleber Mendonça Filho and Juliano Dornelles. It discusses some of its possible references such as Tropicalism movement, Guimarães Rosa’s literature, Glauber Rocha’s New Cinema and Helio Oiticica’s work of art in order to stress the encounter of the primitive and the popular, of technology and mass culture. Despite the radicality of biopolitical and necropolitical dimensions and their unfolding into a kind of necro-capitalism, this article aims at proposing something else concerning the violence infringed by Bacurau's community: first, the idea of literal or immanent violence, mainly by throwing new light into Benjamin’s notion of divine violence; second, moving from immanent violence towards action and resistance. Resistance as an extraordinary and ordinary movement performed individually or collectively by Bacurau’s community. Considering that Bacurau is not just a local community in the Backlands of northeast Brazil but can be any other community in the Globe, we conclude -in a non-conclusive manner- taking Viveiros de Castro’s notion of  “Indian-becoming” as that which Bacurau encourages us to do.Palavras-Chave: Bacurau, tropicalism, biopolitics, necropolitics, violence, resistence Walter Benjamin, Indian-becoming