Síntese, organização e abertura do pensamento enunciativo de Émile Benveniste : uma exegese de O Aparelho Formal da Enunciação

Este estudo tem por objetivo a realização de uma exegese (tomando o termo “exegese” no sentido de leitura epistemológica) do artigo de 1970, de Émile Benveniste, intitulado O aparelho formal da enunciação, procurando averiguar em que medida é possível considerá-lo como um texto ao mesmo tempo de sín...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Aresi, Fábio
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2012
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/55981
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/55981
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Benveniste, Émile, 1902-1976. O aparelho formal da enunciação
Teoria do discurso
Teorias do texto
Lingüística da enunciação
Teoria da enunciação
Énonciation
Émile Benveniste
L’appareil formel de l’énonciation
Descrição
Resumo:Este estudo tem por objetivo a realização de uma exegese (tomando o termo “exegese” no sentido de leitura epistemológica) do artigo de 1970, de Émile Benveniste, intitulado O aparelho formal da enunciação, procurando averiguar em que medida é possível considerá-lo como um texto ao mesmo tempo de síntese e organização da perspectiva enunciativa esboçada pelo linguista no decorrer de seus trabalhos anteriores, e como um texto de “abertura”, ao ampliar o alcance teórico da enunciação em relação à língua e abrir a teoria enunciativa a novas possibilidades de análise. Para tanto, o trabalho se encontra dividido em duas partes: A primeira delas compreende os três primeiros capítulos e se destina ao estabelecimento das bases teórico-metodológicas da exegese, configurando-se, portanto, como uma tentativa de elaboração de operadores de leitura necessários à leitura epistemológica da obra benvenistiana. A segunda parte constitui propriamente a exegese do texto de 1970 e é constituída por dois capítulos, um responsável pelo ponto de vista que vê no texto O aparelho formal da enunciação uma síntese organizadora da teoria enunciativa, ao descrever a enunciação a partir do quadro formal de sua realização, e outro responsável por uma leitura que destaca os aspectos programáticos do texto benvenistiano e elucida os pontos em que se percebe um alargamento da teoria, ao conceber que a língua na sua totalidade está submetida à enunciação.