| Resumo: | Objetivou-se analisar como os determinantes da inovação disruptiva (ID) lucrativa promovem inovações em empresas brasileiras. Efetuou-se pesquisa com 88 organizações. Utilizou-se: Modelagem de Equações Estruturais e Análise Hierárquica de Agrupamento. Confirmou-se todos os fatores previstos. Na ordem a seguir, todas as cinco estratégias tecnológicas/negociais foram implantadas pelas firmas consultadas: agregação de valor, exploração de novas aplicações, simplificação, mudança no modelo de negócio e miniaturização. Assim, as estratégias menos frequentes na literatura foram as mais utilizadas. Essas empresas buscaram o novo mercado (quem não adquiria aquele tipo de produto antes), o baixo mercado (segmentos com menor receita) e o mercado destacado (surge quando um produto atende muito bem a uma necessidade muito diferenciada). Produtos recentes dessas firmas apresentam potencial disruptivo, pois são mais convenientes, de menor custo, mais simples e/ou com menor tamanho. Identificou-se quatro tipos de firma: lobo solitário, inovador engajado, pouco inovador, inovador mediano. Concluiu-se: fatores centrais para ID: internos – especialmente pessoal qualificado, cultura - mercado, estratégias tecnológicas/negociais. Fatores externos: os mais deficientes; motivos: descolamento das políticas públicas, baixa utilização do potencial científico das estruturas de ensino/pesquisa. Portanto, o dilema do inovador atingiria todo o Sistema Brasileiro de Inovação. Isso compromete a atuação em rede e pode ser responsável pelas empresas privilegiarem estratégias tecnológicas menos usadas em outros países. Assim, as firmas pesquisadas parecem se encontrar em um estágio intermediário do processo disruptivo. O grupo com melhores resultados na ID – inovador engajado – mostra: todos os fatores, inclusive externos e a atuação em rede, precisam ser explorados em sua plenitude.
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