Identificação molecular de Brucella spp. em porcos-monteiros (Sus scrofa) provenientes do pantanal sul-mato-grossense - Brasil

Relatos da ocorrência da brucelose tem se intensificado em populações silvestres que mantém relação simpátrica com bovinos. Animais como os porcos-monteiros (Sus scrofa) encontramse em grande quantidade no Pantanal de Mato Grosso do Sul, utilizando o mesmo habitat que animais domésticos e silvestres...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Custódio, Mônica da Silva
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
Repositorio:Repositório Institucional da UFMS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufms.br:123456789/1780
Acceso en línea:https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/1780
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Brucelose Bovina
Brucellosis, Bovine
Doenças dos Bovinos - microbiologia
Cattle Diseases
Zoonoses
Reação em Cadeia da Polimerase
Polymerase Chain Reaction
Doenças Transmissíveis - veterinária
Communicable Diseases - veterinary
Descripción
Sumario:Relatos da ocorrência da brucelose tem se intensificado em populações silvestres que mantém relação simpátrica com bovinos. Animais como os porcos-monteiros (Sus scrofa) encontramse em grande quantidade no Pantanal de Mato Grosso do Sul, utilizando o mesmo habitat que animais domésticos e silvestres. Devido a importância da brucelose e os crescentes relatos sobre a transmissão de Brucella spp. entre animais domésticos e silvestres, no presente estudo teve-se como objetivo avaliar o uso da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) e PCR em tempo real (qPCR) para identificar a presença deste patógeno em porcos-monteiros. Foram capturados e coletadas amostras de sangue de 30 porcos-monteiros no Pantanal Sul-MatoGrossense, sendo realizado o teste sorológico do Antígeno Acidificado Tamponado (AAT). O DNA genômico das amostras de sangue foi extraído e posteriormente realizada a amplificação por meio da PCR, utilizando os pares de oligonucleotídeos Ery 1 e 2, IS711 e BruAb2_0168. Os produtos foram submetidos à eletroforese em gel de agarose e corados com SYBR Safe® , a fim de observar os fragmentos amplificados. Os resultados observados no teste sorológico revelaram que cinco animais (16,66%) foram considerados sororreagentes para o AAT. Utilizando-se o oligonucletotídeo BruAb2_0168, 26 (86,66%) amostras apresentaram fragmento de aproximadamente 81 pares de base (pb), correspondente à espécie B. abortus. Utilizando IS711 foi possível observar que 20 (66,66%) amostras com fragmento de aproximadamente 63 pb. Os oligonucleotídeos Ery 1 e 2 identificaram 7 (23,33%) amostras positivas, sendo sete amostra vacinal S19 e destas, três amostras para amostra de campo S2308. Os dados da qPCR demonstraram que que 27 (90%) animais foram considerados positivos quando submetidos ao oligonucleotídeo BruAb2_0168. Os dados apresentados revelam a circulação das amostras virulenta e vacinal de B. abortus nos porcos-monteiros e estes podem ter importante participação epidemiológica na cadeia da brucelose para animais silvestres e domésticos da região, incluindo o homem.