Aplicação do índice"Relação Declividade-Extensão - RDE" na bacia do Rio do Peixe (SP) para detecção de deformações neotectônicas
Este trabalho apresenta a aplicação do índice RDE (Relação Declividade-Extensão) para a identificação de regiões sujeitas a deformações tectônicas ao longo da bacia hidrográfica do Rio do Peixe, região ocidental paulista. Parte-se da premissa de que os cursos d'água representam os elementos mai...
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| Tipo de documento: | artigo |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2004 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositório: | Geologia USP. Série Científica (Online) |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/27398 |
| Acesso em linha: | https://revistas.usp.br/guspsc/article/view/27398 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | morfometria fluvial neotectônica gradiente hidráulico fluvial morphometry neotectonics hydraulic gradient |
| Resumo: | Este trabalho apresenta a aplicação do índice RDE (Relação Declividade-Extensão) para a identificação de regiões sujeitas a deformações tectônicas ao longo da bacia hidrográfica do Rio do Peixe, região ocidental paulista. Parte-se da premissa de que os cursos d'água representam os elementos mais apropriados para este tipo de análise por se ajustarem rapidamente a deformações crustais, mesmo àquelas muito sutis, gerando modificações perceptíveis em seus parâmetros morfométricos. Técnicas como esta são particularmente úteis em áreas como o oeste paulista, caracterizadas por apresentarem relevo suave e profundo intemperismo químico, que resultam espessos regolitos e raros afloramentos. O índice RDE é calculado como sendo a razão entre a amplitude altimétrica de cada curso d'água e o logaritmo natural de sua extensão. Os valores obtidos podem ser plotados em mapa (no ponto mediano de cada drenagem), possibilitando o traçado de linhas de isovalores (isodefs). No caso do vale do Rio do Peixe, foram delineadas três principais anomalias (A, B e C), que representam áreas em processo de soerguimento, o que condiciona reflexos na formação e distribuição dos depósitos neoquaternários como os terraços, aluviões atuais e, possivelmente, leques aluviais hodiernos. Com base nos dados tectônicos disponíveis para esta região, pode-se atrelar as anomalias A e B respectivamente às suturas crustais Ribeirão Preto e Presidente Prudente; a anomalia C, de menor porte, ainda carece de maiores informações de campo, podendo estar associada com a sutura crustal Três Lagoas. Vale lembrar que estas suturas são feições herdadas do embasamento pré-cambriano, e que apresentam reflexos em toda a pilha sedimentar e ígnea da Bacia do Paraná, como também no traçado de lineamentos, sendo sugestivas da atuação de uma tectônica de caráter ressurgente. |
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