Desenvolvimento de um método de síntese verde de nanopartículas de prata com extrato aquoso de Copaifera langsdorffii Desf. e avaliação da atividade herbicida sobre plantas daninhas de interesse agronômico
O presente estudo como objetivo desenvolver e caracterizar nanopartículas de prata (AgNPs) por meio de um processo de síntese verde, utilizando extratos aquosos de folhas e da serrapilheira da Copaifera langsdorffii, bem como avaliar suas propriedades físico-químicas e atividades biológicas, com ênf...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/313444 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/11449/313444 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Alelopatia Germinação Plantas invasoras Plântulas Pró-oxidação Allelopathy Germination Seedlings Invasive plants Pro-oxidation |
| Sumario: | O presente estudo como objetivo desenvolver e caracterizar nanopartículas de prata (AgNPs) por meio de um processo de síntese verde, utilizando extratos aquosos de folhas e da serrapilheira da Copaifera langsdorffii, bem como avaliar suas propriedades físico-químicas e atividades biológicas, com ênfase no potencial fitotóxico e pró-oxidativo. A proposta fundamenta-se na valorização de metabólitos secundários presentes em espécies vegetais como agentes redutores e estabilizantes naturais, oferecendo uma alternativa sustentável ao uso de reagentes químicos tradicionais na síntese de nanomateriais. A metodologia experimental incluiu a otimização de parâmetros físico-químicos para a síntese das AgNPs, como concentração do extrato (15–35%), concentração de AgNO₃ (1-10 mmol/L), pH (3–12) e temperatura (30–50 °C), com acompanhamento espectrofotométrico (UV-Vis) para monitoramento da formação das nanopartículas. A caracterização das AgNPs foi realizada por espectroscopia FTIR, espalhamento dinâmico de luz (DLS) e análise de potencial zeta. Foram quantificados os teores de polifenóis e flavonoides, e a atividade biológica foi investigada por bioensaios de germinação (Lactuca sativa e Bidens pilosa), crescimento de coleóptilos de trigo e análise de degradação proteica via estresse oxidativo (eletroforese com BSA). Os resultados demonstraram que as melhores condições de síntese ocorreram com 5 mmol/L de AgNO₃, pH 8, a 30 °C por 60 minutos. As AgNPs apresentaram coloração marrom-escura característica, picos espectrais entre 420-450 nm, tamanho médio de 18,49 nm, índice de polidispersão de 0,43 e potencial zeta de -35,31 mV, indicando estabilidade coloidal adequada. A análise por FTIR revelou a presença de grupos funcionais fenólicos e carbonílicos, essenciais na formação e estabilização das nanopartículas. Os teores de flavonoides e polifenóis foram elevados nos extratos e parcialmente preservados nas AgNPs. Nos bioensaios, observou-se efeito inibitório significativo dos extratos e das AgNPs sobre a germinação de sementes e crescimento radicular, especialmente em B. pilosa (picão) e trigo, com desempenho estatisticamente comparável ao de herbicidas convencionais. A atividade pró-oxidativa foi confirmada pela degradação da albumina, indicando geração de espécies reativas de oxigênio. Conclui-se que a síntese verde de AgNPs mediada por C. langsdorffii é eficiente, e os nanomateriais obtidos apresentam propriedades promissoras para aplicação como bioherbicidas. Os resultados destacam o potencial desses compostos como ferramentas sustentáveis e ecologicamente seguras para o manejo de plantas daninhas e a substituição parcial de herbicidas convencionais. |
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