A remissão do cativeiro: alforrias e liberdades nos Campos dos Goitacazes, c.1750-c.1830

Esta tese analisa a prática da alforria e as formas de re-inserção social dos libertos e de seus descendentes na região dos Campos dos Goitacases, entre 1750 e 1830, período em que se verificou a montagem e expansão da atividade açucareira voltada para a exportação. Argumento que a prática da alforr...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Soares, Márcio de Sousa
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2006
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal Fluminense (UFF)
Repositório:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:app.uff.br:1/12198
Acesso em linha:https://app.uff.br/riuff/handle/1/12198
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Escravidão - Campos (RJ)
Escravos libertos - Campos (RJ)
História 1750-1830
Descrição
Resumo:Esta tese analisa a prática da alforria e as formas de re-inserção social dos libertos e de seus descendentes na região dos Campos dos Goitacases, entre 1750 e 1830, período em que se verificou a montagem e expansão da atividade açucareira voltada para a exportação. Argumento que a prática da alforria exercia um papel estrutural para a manutenção da ordem escravista, ao considerar que- como um fenômeno de longa duração- a escravidão produzia e reiterava procedimentos socialmente determinados que visavam amortecer os conflitos inerentes à relação senhor-escravo. Deste modo, o tráfico atlântico (responsável pela introdução contínua de estrangeiros desenraizados), a escravidão (produto da socialização que transformava o cativo num escravo cujo objetivo final era fazer com que o mesmo reconhecesse a autoridade do senhor) e o horizonte da alforria devem ser entendidos como partes de um processo que produzia e reproduzia a ordem escravista