Uma poética conciliadora: o discurso crítico e a abstração informal de Antônio Bandeira

O transcurso dos 40 anos da morte do pintor cearense torna-se um momento singular para revitalizar o nome do artista – que foi injustamente esquecido –, como para lançar um novo olhar sobre sua obra, também pouco conhecida do público atual, pois raramente foi exposta em instituições culturais brasil...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Lopes, Almerinda da Silva
Tipo de recurso: capítulo de libro
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2012
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Ceará (UFC)
Repositorio:Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufc.br:riufc/47668
Acceso en línea:http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/47668
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Bandeira, Antonio, 1922-1967
Pintura moderna
Pintura abstrata
Descripción
Sumario:O transcurso dos 40 anos da morte do pintor cearense torna-se um momento singular para revitalizar o nome do artista – que foi injustamente esquecido –, como para lançar um novo olhar sobre sua obra, também pouco conhecida do público atual, pois raramente foi exposta em instituições culturais brasileiras e estrangeiras, após 1967, quando ocorreu sua morte prematura em Paris. Antônio Bandeira foi um dos pioneiros formuladores da abstração informal no Brasil e até mesmo na França (considerando ter aprimorado a praxe e reordenado a linguagem poética na Escola de Belas Artes, na Academia da Grande Chaumiére, na convivência com artistas e com o ambiente cultural de Paris, logo após o término da Segunda Guerra), quase nada foi feito, até então, em ambos os países, seja para salvaguardar a sua memória, seja para avaliar o significado de sua pintura no âmbito do modernismo. Embora os articulistas da imprensa fizessem verdadeira apologia da integração do artista e do reconhecimento de sua pintura na capital francesa, facilmente se deduz hoje que o abatimento e a crise gerados pelo armistício dificultaram a vida dos milhares de artistas estrangeiros que lá atuaram na época. O brasileiro, certamente, não seria nenhuma exceção, pois para sobreviver contaria apenas com o ínfimo valor de uma bolsa de estudo que lhe concedeu o governo francês, e esporadicamente conseguia vender algumas de suas telas.[...]