“A gente se ama e se odeia ao mesmo tempo”: uma análise das práticas de masculinidade juvenis em dinâmicas de sociabilidade mediadas pelos smartphones

No presente artigo, investigamos as dinâmicas de sociabilidade juvenis mediadas pelos smartphones. Logo, por meio de uma perspectiva antropológica do consumo, de Mary Douglas e Baron Isherwood (2004), analisamos as práticas de consumo desses dispositivos por um grupo de adolescentes. Por intermédio...

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Detalhes bibliográficos
Autores: da Trindade, Thiago Álvares, da Silva, Sandra Rúbia
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Recursos:Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)
Repositorio:Verso e Reverso (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.revistas.unisinos.br:article/15327
Acesso em linha:https://revistas.unisinos.br/index.php/versoereverso/article/view/ver.2018.32.80.02
Access Level:acceso abierto
Descrição
Resumo:No presente artigo, investigamos as dinâmicas de sociabilidade juvenis mediadas pelos smartphones. Logo, por meio de uma perspectiva antropológica do consumo, de Mary Douglas e Baron Isherwood (2004), analisamos as práticas de consumo desses dispositivos por um grupo de adolescentes. Por intermédio de uma abordagem etnográfica, acompanhamos, durante o período de 10 meses, 13 adolescentes, a fim de investigar a influência dos smartphones nas suas dinâmicas de sociabilidade. Enfim, identificamos algumas táticas (Certeau, 1998) realizadas por eles com o objetivo de atuar na manutenção dos circuitos de sociabilidade dentro e fora da esfera digital, principalmente, por meio de duas dinâmicas de interação: o conflito e a competição. Assim, recorrendo a um recorte de gênero, compreendemos que as sociabilidades mediadas por esses dispositivos englobam performances (Butler, 1990) de masculinidade hegemônica (Connell e Messerschmidt, 2013; Almeida, 1995; Grossi, 2004; Cecchetto, 2004), como: agressividade, virilidade e competitividade. Ao fim, concluímos que as dinâmicas de sociabilidade mediadas pelos smartphones são ressignificadas com o intuito de atender às necessidades de interação e de afirmação de gênero desses indivíduos. Além disso, os elementos de masculinidade hegemônica presentes nessas práticas auxiliam na constituição de uma hierarquia social entre os jovens participantes de eventos conflitivos e competitivos.Palavras-chave: comunicação, antropologia do consumo, juventudes, smartphones, masculinidades.