Sincretismos morfológicos nas construções reflexivas e anticausativas em kadiwéu

O presente trabalho investiga o estatuto dos morfemas d:- e n- na línguaindígena brasileira kadiwéu. Os morfemas co-ocorrem em construçõesreflexivas e anticausativas, apesar de estarem, de acordo com aliteratura (Sandalo 1997, 2015) associados a diferentes fenômenos eocorrerem independentemente: o m...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Cyrino, João Paulo Lazzarini
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2018
País:Brasil
Recursos:Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Repositório:DELTA: Documentação de Estudos em Lingüística Teórica e Aplicada
Idioma:português
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/39416
Acesso em linha:https://revistas.pucsp.br/index.php/delta/article/view/39416
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Morfossintaxe
Reflexividade
Transitividade
Kadiwéu
Descrição
Resumo:O presente trabalho investiga o estatuto dos morfemas d:- e n- na línguaindígena brasileira kadiwéu. Os morfemas co-ocorrem em construçõesreflexivas e anticausativas, apesar de estarem, de acordo com aliteratura (Sandalo 1997, 2015) associados a diferentes fenômenos eocorrerem independentemente: o morfema n- é caracterizado comomarca de construção antipassiva e o morfema d:- costuma ocorrerquando há presença de argumentos internos em posição pré-verbal.Baseando a análise nos pressupostos teóricos da Morfologia Distribuídae na proposta de análise transitiva de reflexivos de Alboiu, Barriee Frigeni (2004), abordo cada um dos contextos de ocorrência dosmorfemas, dando especial ênfase à sua co-ocorrência em construçõesanticausativas e reflexivas. O morfema n- é, então, analisado de formacomparável à marca passiva de Baker, Johnson e Roberts (1989)enquanto a ocorrência do morfema d:- é vista como o resultado de fissãono nó de concordância, fissão essa desencadeada pela concordânciacom argumento no caso absolutivo.