São Miguel, as Almas do Purgatório e as balanças: iconografia e veneração na Época Moderna

O estudo parte de fontes apócrifas, canônicas, visuais e devocionais a respeito da trajetória histórica da iconografia e do culto ao Arcanjo Miguel e às Almas do Purgatório. Retoma a contribuição bibliográfica de Flávio Gonçalves, Emile Mâle, Michel e Gaby Vovelle, dentre...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autor: Campos, Adalgisa Arantes
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2004
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Repositório:Memorandum (Belo Horizonte)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:periodicos.ufmg.br:article/6777
Acesso em linha:https://periodicos.ufmg.br/index.php/memorandum/article/view/6777
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:rococó
barroco
irmandades
catolicismo devocional
escatologia
Descrição
Resumo:O estudo parte de fontes apócrifas, canônicas, visuais e devocionais a respeito da trajetória histórica da iconografia e do culto ao Arcanjo Miguel e às Almas do Purgatório. Retoma a contribuição bibliográfica de Flávio Gonçalves, Emile Mâle, Michel e Gaby Vovelle, dentre outros estudiosos. Particular ênfase é dada ao barroco luso-brasileiro, especialmente ao acervo produzido pelas irmandades leigas nas Minas Gerais. A representação do Arcanjo evolui de formas integradas ao Juízo Final até a sua individualização em soldado vistoso e delicado no Barroco e Rococó, assumindo, então, forma de escultura autônoma nos altares. O culto às almas atinge o espaço público através da portada em pedra sabão na Capela de São Miguel e Almas de Ouro Preto. Finalmente, o estudo enfoca a racionalização em curso no oitocentos, que levaria a simplificação escatológica dessa invocação.