Interações entre historiografia e filosofia grega: a noção de kairós em Isócrates como alternativa ao filósofo do mito da caverna platônico

No texto Nem céu nem inferno, Bruno Latour critica as relações entre intelectualidade e sociedade por meio do mito da caverna platônico. No século IV a.C., Isócrates foi o maior rival da Academia de Platão, propondo uma filosofia que não precisaria afastar-se da multidão e da temporalidade para prod...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Quirim, Diogo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Faces da História
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:seer.assis.unesp.br:article/170
Acceso en línea:https://seer.assis.unesp.br/index.php/facesdahistoria/article/view/170
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Isocrates; Bruno Latour; Kairós;
Carlo Ginzburg;
Dominique LaCapra;
Greek philosophy
Descripción
Sumario:No texto Nem céu nem inferno, Bruno Latour critica as relações entre intelectualidade e sociedade por meio do mito da caverna platônico. No século IV a.C., Isócrates foi o maior rival da Academia de Platão, propondo uma filosofia que não precisaria afastar-se da multidão e da temporalidade para produzir um conhecimento legítimo. Baseado na noção de kairós, que indica “oportunidade”, “ocasião” ou “circunstância particular”, sugiro que Isócrates seja uma alternativa interessante para uma historiografia que não busque fugir da particularidade de qualquer relação entre presente e passado, instaurando um diálogo entre tradição e política contemporânea, assim como entre a historiografia de Dominick LaCapra e Carlo Ginzburg.