A morte como transformação: Uma aproximação entre Dom Quixote e a Ética de Espinosa
Miguel de Cervantes (1547-1616), no último capítulo de sua obra O engenhoso fidalgo Dom Quixote de La Mancha, retrata o falecimento de seu protagonista, decorrente de uma profunda tristeza. O cavaleiro, depois de vencido, sente-se obrigado a retornar ao seu povoado e a renunciar à cavalaria andante,...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2012 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Cadernos Espinosanos (Online) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/89461 |
| Acceso en línea: | https://revistas.usp.br/espinosanos/article/view/89461 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Miguel de Cervantes Spinoza Don Quixote Death Transformation. Espinosa Dom Quixote Morte Transformação. |
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A morte como transformação: Uma aproximação entre Dom Quixote e a Ética de EspinosaDeath as a transformation: an approach between Don Quixote and Spinoza’s EthicsMiguel de CervantesSpinozaDon QuixoteDeathTransformation.Miguel de CervantesEspinosaDom QuixoteMorteTransformação.Miguel de Cervantes (1547-1616), no último capítulo de sua obra O engenhoso fidalgo Dom Quixote de La Mancha, retrata o falecimento de seu protagonista, decorrente de uma profunda tristeza. O cavaleiro, depois de vencido, sente-se obrigado a retornar ao seu povoado e a renunciar à cavalaria andante, o que lhe causa a transformação de sua realidade e de seu estado mental - da loucura à cordura -, além do seu direcionamento à morte. Assim como faz Cervantes no início do século XVII, Espinosa (1632-1677), ao final do mesmo século, também parece estabelecer analogias entre as ideias de transformação e morte, ao apontar, em sua Ética, a relação entre a natureza do ser e sua proporção de movimento e repouso, responsável pelas inconstâncias humanas. A partir de tais considerações, este trabalho pretende aproximar o último capítulo da obra Dom Quixote à proposição 39 da Quarta Parte da Ética espinosana, de forma a ressaltar as devidas semelhanças entre o conceito de morte como transformação, retratado tanto pelo escritor espanhol quanto pelo filósofo holandês, uma vez que a morte, para ambos, demonstra estar vinculada à mesma ideia.Miguel de Cervantes (1547-1616), in the last chapter of his book Don Quixote, describes the death of his protagonist caused by the character’s profound sadness. The knight, after being defeated, feels obliged to return to their village and renounce chivalry. The regression for him causes a deep transformation of his reality and his mental state - the sanity of madness – beyond his approximation to his own eternal rest. As Cervantes, the same turning point is seen in Spinoza (1632-1677) at the end of the century. By analogies with transformation and death, the philosopher emphasizes in his Ethics the relationship between the nature of being and its proportion of motion and rest, responsible for human metamorphoses. Based on these considerations, this paper intends to point out the last chapter of the work Don Quixote in connection with the 39th proposition, Part IV of the Ethics written by Spinoza. Similarities involving the concept of death as transformation have been highlighted in both the Spanish writer and the Dutch thinker, since death for both is intimately related.Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas2012-06-15info:eu-repo/semantics/articleinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionAvaliado pelos paresapplication/pdfhttps://revistas.usp.br/espinosanos/article/view/8946110.11606/issn.2447-9012.espinosa.2012.89461Cadernos Espinosanos; n. 26 (2012); 155-1712447-90121413-6651reponame:Cadernos Espinosanos (Online)instname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPporhttps://revistas.usp.br/espinosanos/article/view/89461/92308Copyright (c) 2015 Cadernos Espinosanosinfo:eu-repo/semantics/openAccessMigliari, Giselle Cristina Gonçalves2016-05-02T17:00:45Zoai:revistas.usp.br:article/89461Revistahttp://www.revistas.usp.br/espinosanos/indexPUBhttp://www.revistas.usp.br/espinosanos/oaicadernos.espinosanos@gmail.com2447-90121413-6651opendoar:2016-05-02T17:00:45Cadernos Espinosanos (Online) - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Miguel de Cervantes (1547-1616), no último capítulo de sua obra O engenhoso fidalgo Dom Quixote de La Mancha, retrata o falecimento de seu protagonista, decorrente de uma profunda tristeza. O cavaleiro, depois de vencido, sente-se obrigado a retornar ao seu povoado e a renunciar à cavalaria andante, o que lhe causa a transformação de sua realidade e de seu estado mental - da loucura à cordura -, além do seu direcionamento à morte. Assim como faz Cervantes no início do século XVII, Espinosa (1632-1677), ao final do mesmo século, também parece estabelecer analogias entre as ideias de transformação e morte, ao apontar, em sua Ética, a relação entre a natureza do ser e sua proporção de movimento e repouso, responsável pelas inconstâncias humanas. A partir de tais considerações, este trabalho pretende aproximar o último capítulo da obra Dom Quixote à proposição 39 da Quarta Parte da Ética espinosana, de forma a ressaltar as devidas semelhanças entre o conceito de morte como transformação, retratado tanto pelo escritor espanhol quanto pelo filósofo holandês, uma vez que a morte, para ambos, demonstra estar vinculada à mesma ideia. |
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