Perda fecal em crianças portadoras de anomalias anorretais: um estudo de coorte retrospectivo

As malformações anorretais são defeitos congênitos que afetam 1:5000 nascidos vivos. Essa patologia inclui um variado espectro de anomalias da região anorretal e frequentemente estão associadas a anormalidades ortopédicas, neurológicas e espinhais que alteram seu desfecho a curto e longo prazo. A pe...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Raposo, Juliana Werneck
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Recursos:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/70963
Acesso em linha:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/70963
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Anomalia anorretal
Ânus imperfurado
Constipação intestinal
Incontinência fecal
Pseudo-incontinência fecal
Anorectal malformation
Imperforate anus
Intestinal constipation
Fecal incontinence
Fecal pseudo-incontinence
Anus Imperfurado
Constipação Intestinal
Incontinência Fecal
03 Saúde e Bem-Estar
04 Educação de qualidade
10 Redução das desigualdades
Descrição
Resumo:As malformações anorretais são defeitos congênitos que afetam 1:5000 nascidos vivos. Essa patologia inclui um variado espectro de anomalias da região anorretal e frequentemente estão associadas a anormalidades ortopédicas, neurológicas e espinhais que alteram seu desfecho a curto e longo prazo. A perda fecal é uma sequela grave na vida das crianças portadoras de anomalias anorretais mesmo após a realização de um procedimento cirúrgico anatomicamente perfeito. Método: Estudo retrospectivo, da coorte de crianças portadoras de anomalias anorretais submetidas a cirurgia em um Instituto de referência entre 2010 e 2020. Resultados: Foram avaliados 84 pacientes e destes, 72,6 % apresentavam anomalias anorretais (AAR) do tipo baixa e 27,4 % alta. A constipação foi a sequela mais frequente em ambos os grupos, e o grupo de pior prognóstico para continência apresentou 5,8 vezes mais chances de ser constipado. A perda fecal ocorreu em 53,6 % dos pacientes. Os pacientes constipados apresentaram risco 11,6 vezes maior de evoluírem com perda fecal. Conclusão: A constipação intestinal é a principal causa de perda fecal nos pacientes com AAR independentemente do tipo. Essa condição deve ser ativamente diagnosticada para realização de um tratamento profilático eficiente.