Corpos, memórias e saberes inscritos na educação nos terreiros de candomblé da Bahia no tempo presente
A cosmopercepção da educação de corpos e com corpos nos terreiros de candomblé rasura as linhas abissais do pensamento cartesiano hegemônico. Esta pesquisa debruça-se nas experiências exitosas de três escolas inseridas em Terreiros de Candomblé na Bahia, nas cidades de Salvador, Camaçari e Valença,...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal da Bahia (UFBA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFBA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufba.br:ri/35179 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufba.br/handle/ri/35179 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Educação Corpos Memórias Terreiro de Candomblé Body Memoirs Candomblé terreiro Education |
| Sumario: | A cosmopercepção da educação de corpos e com corpos nos terreiros de candomblé rasura as linhas abissais do pensamento cartesiano hegemônico. Esta pesquisa debruça-se nas experiências exitosas de três escolas inseridas em Terreiros de Candomblé na Bahia, nas cidades de Salvador, Camaçari e Valença, que, fora fomentadas no ideal de educação ecológica para libertação e aprendizagem dos territórios de identidades. O candomblé é uma religião de Matriz Africana que atravessa a formação humana e cidadã das pessoas que fazem parte da comunidade de terreiro, neste “não lugar” corpo-história-natureza são elementos complexos e indissociáveis. Para o desenvolvimento da investigação, foi adotada a metodologia do tempo presente por conectar narrativas do passado e presente através do entendimento que o conhecimento se constrói em movimento. Ancorada nos caminhos das Epistemologias do Sul, faz-se necessário legitimar e resgatar a potência de corpos (do extremo sul) na produção de saberes. Corpos, memORÍas e saberes é um convite para sulear outras narrativas, para perspectivar sobre a implementação da lei 10.639/03 e 11.645/08, com experiências exitosas no âmbito da luta por educação afirmativa, reparativa e ecológica. A obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Africana Afro-brasileira e Indígena ainda que enfrente dificuldades estruturais para efetivação, produziu e produz deslocamentos epistemológicos de corpos objetificados para corpos de protagonismo históricos, portanto tais experiências exitosas além de efetivar uma política afirmativa de reparação histórica produzem e conduzem corpos (plurais) aos saberes ecológicos e descentralizados. |
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