Avaliação do risco de extinção da raposa-do-campo Lycalopex vetulus (Lund, 1842) no Brasil
A raposa-do-campo, Lycalopex vetulus, é a única espécie de canídeo brasileiro endêmica do Cerrado, bioma sob alta pressão antrópica e com menos de 20% de sua área original ainda em estado primitivo. Considerando as estimativas mais conservadoras, o Cerrado sofreu um desmatamento de 50% de sua área n...
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| Formato: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2013 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO) |
| Repositorio: | Biodiversidade Brasileira |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs.revistaeletronica.icmbio.gov.br:article/382 |
| Acesso em linha: | https://revistaeletronica.icmbio.gov.br/index.php/BioBR/article/view/382 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | extinção da Raposa-do-campo Lycalopex vetulus |
| Resumo: | A raposa-do-campo, Lycalopex vetulus, é a única espécie de canídeo brasileiro endêmica do Cerrado, bioma sob alta pressão antrópica e com menos de 20% de sua área original ainda em estado primitivo. Considerando as estimativas mais conservadoras, o Cerrado sofreu um desmatamento de 50% de sua área nos últimos 40 anos; destes, pode-se estimar uma perda de 20% de área em um período de 15 anos (três gerações), que deve refletir-se em uma perda populacional equivalente para a espécie. Este declínio não cessou. Estima-se que a espécie terá uma perda de hábitat de, pelo menos, 10% nos próximos 15 anos. Considerando que a espécie também sofreu e continua sofrendo perdas importantes não quantificadas decorrentes de atropelamento, predação por cães domésticos, doenças, retaliação à suposta predação de animais domésticos, e alta mortalidade de filhotes/juvenis, o declínio populacional deve, em uma estimativa conservadora, ter sido de pelo menos 30% nos últimos 15 anos e deve atingir o limite de 30% nos próximos 15 anos. Até onde se sabe, a espécie só ocorre em território brasileiro, não havendo populações em países vizinhos. Por estas razões, a espécie foi categorizada como Vulnerável (VU) pelos critérios A2+3cd. |
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