Quilombos: usos e sentidos para uma educação antirracista

Somos três pessoas negras do magistério público distrital (uma mulher quilombola), e queremos compreender em quais aspectos ontológicos e didáticos a questão quilombola pode ser acionada na Educação Básica para pensar a identidade negra e a pauta antirracista nas escolas. A nossa perspectiva teórica...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Bomfim, Antônio Marcos, Costa e Silva, Flávia, Ferreira Alves, Adeir
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Recursos:Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG)
Repositorio:Scias. /p Direitos Humanos e Educação
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/9628
Acesso em linha:https://revista.uemg.br/sciasdireitoshumanoseducacao/article/view/9628
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Quilombo
Cosmopercepção Africana
Quilombo Mesquita
Educação Antirracista
Descrição
Resumo:Somos três pessoas negras do magistério público distrital (uma mulher quilombola), e queremos compreender em quais aspectos ontológicos e didáticos a questão quilombola pode ser acionada na Educação Básica para pensar a identidade negra e a pauta antirracista nas escolas. A nossa perspectiva teórica parte de estudos quilombolas, educação e direitos humanos; emerge também da convivência e do pertencimento com o quilombo Mesquita. Pensamos o quilombo em seu sentido identitário positivo, por isso o apresentamos nas literaturas de direitos humanos e na pauta racial considerando-o como um consistente elemento ontológico da cosmopercepção africana, e não como um “objeto de estudos” ocidentalistas. Por essas razões, o quilombo, aqui soma-se à literatura anti colonial que o concebe como um agente educador na pauta antirracista, ao mesmo tempo em que rompe com sentidos colonialistas do fazer pedagógico que secularmente o apresenta como um reduto de negros fugidos da escravidão.