Células-tronco mesenquimais transfectadas com DNA plasmideal expressando PAX7 na terapia da distrofia muscular de Duchenne (DMD) experimental

A distrofia muscular de Duchenne é causada por mutações no gene da distrofina (2,5 Mb), localizado no braço curto do cromossomo X (Xp21), afetando um a cada 3500 meninos. A distrofina é uma proteína de 427 kDa que ancora o sarcolema ao citoesqueleto de actina no sarcoplasma, protegendo o músculo de...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Almeida, Luciana Previato de
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2012
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-03022025-161956
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17147/tde-03022025-161956/
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Células mesenquimais
Distrofia muscular de Duchenne
Duchenne muscular dystrophy
Mesenchymal cells
Descrição
Resumo:A distrofia muscular de Duchenne é causada por mutações no gene da distrofina (2,5 Mb), localizado no braço curto do cromossomo X (Xp21), afetando um a cada 3500 meninos. A distrofina é uma proteína de 427 kDa que ancora o sarcolema ao citoesqueleto de actina no sarcoplasma, protegendo o músculo de danos causados pela força criada durante o processo de contração muscular. Essa proteína também se associa a um complexo proteico associado à distrofina (DAPC), um grupo de proteínas contendo várias distroglicanas que mantém o citoesqueleto muscular e a matriz extracelular unidos. Na ausência da distrofina, o complexo não se mantém e a contração muscular desencadeia uma série de lesões musculares, culminando com necrose e cicatrização da fibra muscular, o que a torna inativa. As terapias gênica e celular vêm sendo utilizadas com sucesso no tratamento da doença, através de vírus adenoassociados, DNA plasmideal, oligonucleotídeos antissenso, nucleases capazes de corrigir mutações no DNA, células progenitoras de diversas origens e mioblastos. Nesse trabalho foram utilizadas células mesenquimais transfectadas com plasmídeo codificando o fator de transcrição de diferenciação miogênica PAX7 no tratamento da distrofia muscular, utilizando-se como modelo experimental camundongos da linhagem mdx. Através de análises histológicas e de citocinas por PGR em tempo real concluímos que a administração de células mesenquimais no músculo gastrocnêmio desses animais levou a diminuição de citocinas inflamatórias, como TNF-α e IL-6. A transfecção das células com PAX7, além disso, conferiu a elas a capacidade regenerativa e de formação de fibras musculares produtoras de distrofina.