Sobre a relação homem-trabalho no contexto da sociedade líquido-moderna: reflexões a partir de Zygmunt Bauman

Este trabalho tem como objetivo discutir sobre a relação homem-trabalho na sociedade líquido-moderna, conforme termo cunhado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Observa-se que o trabalho na contemporaneidade assume um novo papel, com novas formatações, não sendo mais caracterizado pela estabilida...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Silva, Rafael Bianchi, Mandelli, Jessica Pedrosa, Dias, Daniela Midori Taguchi
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2015
País:Brasil
Recursos:Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)
Repositório:Barbarói (Online)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:ojs.online.unisc.br:article/5263
Acesso em linha:https://online.unisc.br/seer/index.php/barbaroi/article/view/5263
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Psicologia do Trabalho
Contemporaneidade
Zygmunt Bauman
Descrição
Resumo:Este trabalho tem como objetivo discutir sobre a relação homem-trabalho na sociedade líquido-moderna, conforme termo cunhado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Observa-se que o trabalho na contemporaneidade assume um novo papel, com novas formatações, não sendo mais caracterizado pela estabilidade ou mesmo, visto como elemento central no projeto de vida da maior parte da população. Devido à instabilidade relacional, o vinculo entre homem, organização e trabalho configura-se como sendo de curto prazo. Nesse sentido, a flexibilização ganha espaço e com ela, a ampliação de trabalhos considerados como precários, além da forte presença de um discurso que preza pela valorização da subjetividade tomada a partir de um viés utilitário. Assim, o homem e o trabalho passam a serem tomados a partir de sua relação com a lógica de consumo. Os processos de gerenciamento também passam por mudanças de forma a ter no caos e na incerteza o fundamento de sua prática. Dessa forma, as organizações passam a incentivar a busca de autoconstrução como forma de enfrentamento a fluidez e efemeridade do trabalho. Conclui-se por fim, que o psicólogo precisa refletir sobre as novas demandas por ele recebidas vinculadas ao momento acima descrito para assim buscar formas de potencialização de ações singulares pelos sujeitos em diferentes contextos organizativos relativos ao trabalho.