Fibrin glue in the management of complex anal fistula

Contexto - O manejo das fistulas anais complexas está associado ao risco de lesão esfincteriana e incontinência fecal. Recentemente, a cola de fibrina surgiu como uma alternativa de tratamento conservador de esfíncter para as fístulas anais, porém até o momento não se chegou a um consenso quanto à e...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Damin, Daniel de Carvalho, Rosito, Mario Antonello, Contu, Paulo de Carvalho, Tarta, Claudio
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/38937
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/38937
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Fístula retal
Adesivo tecidual de fibrina
Adesivos teciduais
Rectal fistula
Fibrin tissue adhesive
Tissue adhesives
Descrição
Resumo:Contexto - O manejo das fistulas anais complexas está associado ao risco de lesão esfincteriana e incontinência fecal. Recentemente, a cola de fibrina surgiu como uma alternativa de tratamento conservador de esfíncter para as fístulas anais, porém até o momento não se chegou a um consenso quanto à eficácia do método. Objetivo - Avaliar o uso da cola de fibrina especificamente no tratamento de fístulas anais complexas de origem criptoglandular. Métodos - Foram estudados pacientes com fístulas anais complexas tratados com cola de fibrina entre janeiro de 2005 e janeiro de 2008. Somente pacientes com fístulas de origem criptoglandular foram analisados, sendo excluídos pacientes com fístulas relacionadas à doença de Crohn, ao HIV ou à cirurgia prévia. Sob anestesia espinhal, as fistulas eram curetadas, sendo após preenchidas com cola de fibrina. Depois do tratamento, os pacientes eram acompanhados por 12 meses. Resultados - Trinta e dois pacientes foram incluídos no estudo. Dois pacientes foram perdidos durante o seguimento pós-operatório, sendo excluídos. Dos 30 pacientes remanescentes, apenas 3 tiveram suas fistulas cicatrizadas (10%). Com relação aos 27 pacientes nos quais não houve cicatrização, em 9 pacientes (33,3%) a falha do tratamento foi diagnosticado nos primeiros 30 dias após a cirurgia, em 13 (48,8%) entre 1 e 3 meses, em 3 (11,1%) entre 3 e 6 meses e em 2 pacientes (7,4%) entre 6 e 9 meses após a cirurgia. Não foram observadas complicações relacionadas ao tratamento. Conclusões - Nesta série, o tratamento das fístulas anais complexas de origem criptoglandular com cola de fibrina atingiu um índice muito baixo de cicatrização. Estes resultados não permitem a indicação da cola de fibrina como tratamento de primeira escolha para pacientes com esse tipo de fístula.