Variação do nível de água e métodos de recarga no Sistema Aquífero Serra Geral (SASG) : estudo de uma bacia hidrográfica experimental localizada no município de Caxias Do Sul, RS
O presente trabalho tem por objetivo avaliar métodos de recarga, bem como a relação do padrão de precipitação com a variação dos níveis de água subterrânea no Sistema Aquífero Serra Geral. O estudo foi desenvolvido em uma bacia experimental localizada no município de Caxias do Sul, região nordeste d...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/253184 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/253184 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Hidrogeologia Águas subterrâneas Níveis de água Estimativa Precipitação Aquíferos fraturados Recarga aquífera Serra Geral, Sistema Aquífero Water-table fluctuation Water-budget Groundwater Recharge |
| Sumario: | O presente trabalho tem por objetivo avaliar métodos de recarga, bem como a relação do padrão de precipitação com a variação dos níveis de água subterrânea no Sistema Aquífero Serra Geral. O estudo foi desenvolvido em uma bacia experimental localizada no município de Caxias do Sul, região nordeste do estado do Rio Grande do Sul. Nesta região do Estado há ocorrência de dois tipos de aquíferos, o granular livre ou freático e o fraturado. Estes dois aquíferos podem ou não apresentar conexão, e, quando conectados, o aquífero fraturado tem a sua recarga diretamente relacionada com a circulação da água no aquífero freático. A bacia estudada conta com 4 poços tubulares inseridos no aquífero fraturado, monitorados de outubro de 2020 até maio de 2022, e 2 piezômetros instalados no aquífero freático, monitorados de outubro de 2021 até julho de 2022. Para a pesquisa foram utilizados dados diários de precipitação disponibilizados pelo Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SAMAE), e também da estação climatológica Caxias do Sul do INMET. Os dados de evapotranspiração potencial foram obtidos através da aplicação dos métodos Thornthwaite (1948), Thornthwaite-Camargo (1962) e Hargreaves-Samani (1974). Como resultado verificou-se que a resposta do aquífero fraturado a eventos de precipitação é de em média 27 dias. As estimativas de recarga através do método do balanço hídrico, utilizando o método de Thornthwaite para estimar a evapotranspiração, representaram cerca de 24% e 18% do total precipitado para os anos de 2020 e 2021, respectivamente. Já quando utilizados os métodos Thornthwaite-Camargo e Hargreaves-Samani para o cálculo de evapotranspiração, há uma redução na taxa de recarga de aproximadamente 28% em 2020 e 53% em 2021. Com a aplicação do método VNA a estimativa de recarga do aquífero fraturado foi pequena, variando de 3,6 a 6,8 % da precipitação total. Em contraste, para o aquífero granular os valores de recarga foram maiores, variando de 19,4 a 35,6% da precipitação total. Estes resultados demonstram que a recarga do aquífero fraturado é menor, o que deve ser levado em consideração em estudos de recarga e estimativas de reservas. Portanto, ao utilizar métodos de recarga que não levam em consideração essa diferença entre aquífero fraturado e freático, é possível que as estimativas de recarga sejam superestimadas e, consequentemente, não irão refletir a realidade da recarga do aquífero fraturado. |
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