Avaliação da função atrial esquerda por meio da ecocardiografia feature tracking bidimensional em cães assintomáticos com degeneração mixomatosa da valva mitral

Dentre as cardiopatias adquiridas em cães, a degeneração mixomatosa crônica da valva mitral (DMVM) é a de maior prevalência. A ecocardiografia é o exame complementar utilizado para se obter de forma não invasiva o diagnóstico da doença, assim como predizer o prognóstico do paciente. Novas ferramenta...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Coelho, Mariana de Resende
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/28910
Acesso em linha:https://repositorio.ufla.br/handle/1/28910
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Medicina Veterinária
Valvulopatia
Deformação miocárdica
Cães - Doenças
Degeneração mixomatosa crônica da valva mitral
Feature tracking bidimensional
Valvulopathy
Myocardial strain
Dogs - Diseases
Chronic myxomatous degeneration of the mitral valve
Feature tracking echocardiography
Descrição
Resumo:Dentre as cardiopatias adquiridas em cães, a degeneração mixomatosa crônica da valva mitral (DMVM) é a de maior prevalência. A ecocardiografia é o exame complementar utilizado para se obter de forma não invasiva o diagnóstico da doença, assim como predizer o prognóstico do paciente. Novas ferramentas como o feature tracking bidimensional (2D-FTI) tem sido avaliadas quanto ao potencial para fornecer o prognóstico precoce de alterações cardíacas, uma vez que possibilita a obtenção da deformação miocárdica por meio dos índices strain (St) e strain rate (StR). A avaliação da função atrial esquerda é essencial, uma vez que o remodelamento do átrio esquerdo, devido à regurgitação da valva mitral, pode ser considerado um fator prognóstico e é utilizado para se determinar o manejo terapêutico do paciente. No presente estudo avaliou-se a função atrial esquerda em cães com DMVM assintomáticos por meio do 2D-FTI. Foram avaliados 80 cães divididos em três grupos: Grupo 1 composto por cães saudáveis (n=21); grupo 2 composto por cães com DMVM e assintomáticos classe B1 (n=30) e grupo 3 composto por cães com DMVM e assintomáticos classe B2 com remodelamento de câmaras (n=29). Os valores de St e StR para as funções atriais (reservatório, condução e contração) foram obtidos no corte apical esquerdo quatro câmaras. De forma geral, não houve diferença estatística significativa para as variáveis StR nas diferentes funções atriais, porém para a variável strain (fase de contração) foi significativamente menor na classe B2 que no grupo controle (12,92 ± 4,54 x 16,69 ± 5,74, p = 0,014). O índice de volume diastólico atrial (iVdA) mensurado por meio do 2D-FTI foi significativamente maior na classe B2 que no grupo controle (1,31 ± 0,95 x 0,96 ± 0,31, p = 0,038), assim como para o índice cardíaco atrial (iCA) também foi maior na classe B2 (102,38 ± 80,18 x 78,19 ± 33,38, p = 0,030). Na avaliação intraobservador, a correlação foi alta para todas as variáveis de volume, St e StR, porém algumas variáveis tiveram um intervalo de confiança (IC) amplo. Já na avaliação interobservador, a correlação foi alta apenas para as variáveis de volume (em diástole e sístole), para as outras a correlação foi de baixa a moderada, sendo que algumas também apresentaram IC amplo. Dessa forma, conclui-se que a DMVM causa alteração na função atrial, principalmente na fase de contração mesmo em animais assintomáticos e que a ecocardiografia 2D-FTI é um método sensível e precoce para detecção da disfunção atrial esquerda.