A Classificação de Rochas Sedimentares Siliciclásticas Areníticas com Matriz e o Problema de Sua Nomenclatura no Brasil e em Portugal: Conceitos e Evolução

Uma das classificações mais difundidas de rochas sedimentares siliciclásticas na fração areia foi construída com base nos aspectos descritivos de arcabouço e matriz, tendo na simplicidade sua principal característica. Esta pesquisa revisou as classificações propostas por Gilbert (1954), Dott (1964),...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Corrêa-Martins, Francisco José, Citroni, Sérgio Brandolise, Mendes, Julio Cesar, Henriques, Maria Helena
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Repositorio:Anuário do Instituto de Geociências (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.revistas.ufrj.br:article/36992
Acesso em linha:https://revistas.ufrj.br/index.php/aigeo/article/view/36992
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Rocha arenítica; Wacke; Arenito
Descrição
Resumo:Uma das classificações mais difundidas de rochas sedimentares siliciclásticas na fração areia foi construída com base nos aspectos descritivos de arcabouço e matriz, tendo na simplicidade sua principal característica. Esta pesquisa revisou as classificações propostas por Gilbert (1954), Dott (1964), Pettijohn, Potter Siever (1972) e Gilbert (1982), os tipos de sandstones mencionados e os parâmetros nelas utilizados. A análise verificou que as propostas tiveram várias alterações, sendo que a principal mudança ocorreu em relação à quantidade de matriz, e que atualmente as rochas terrígenas da fração areia que contêm até 5% de matriz recebem o nome de “arenitos”, aquelas que possuem mais de 5 e até 50% de matriz denominam-se “wackes”, e acima desse índice estão os “lamitos arenosos”. Porém, o principal problema observado foi que essas propostas contabilizaram parte da matriz como arcabouço, tornando as classificações inexatas. Portanto, é proposto que somente seja considerado como arcabouço a fração areia (0,0625 – 2,0 mm), enquanto a matriz abranja todas as partículas menores que 0,0625 mm. Este estudo constatou que no Brasil e em Portugal, os termos relativos às rochas sedimentares siliciclásticas na fração areia não apresentam unicidade, e que a palavra “arenito” tem sido utilizada como sinônimo de sandstone, o que está em desacordo com a classificação mundialmente vigente. Além disso, a classificação mais utilizada em português emprega equivocadamente grauvaca ou grauvaque como sinônimo de wacke, apesar de serem conceitos de utilização desaconselhada tanto para a classificação como para a descrição de rochas terrígenas na fração areia há décadas. Assim, é proposta uma padronização no uso de termos para a designação de rochas sedimentares e sedimentos da fração areia em português, sendo que entre tais normas se destaca como mais significativa a adoção da expressão “rocha arenítica” como equivalente a sandstone, reservando “arenito” para a rocha sedimentar siliciclástica na fração areia que contenha no máximo 5% de matriz, como definido na classificação proposta por Gilbert (1982).