\"Inexistência abismal\": uma leitura de Boitempo, de Carlos Drummond de Andrade

Este trabalho se propõe a fazer uma leitura de Boitempo, livro de poesia memorialística, de Carlos Drummond de Andrade, primeiramente publicado em três volumes: Boitempo & A falta que ama (1968), Menino Antigo (1974) e Esquecer para lembrar (1979). Cada um dos três livros traziam um poema fora d...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Tardelli, Guilherme Marciano
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-17032025-111519
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-17032025-111519/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Boitempo
Drummond
Melancholy
Melancolia
Memoir
Memorialismo
Modern poetry
Poesia moderna
Descripción
Sumario:Este trabalho se propõe a fazer uma leitura de Boitempo, livro de poesia memorialística, de Carlos Drummond de Andrade, primeiramente publicado em três volumes: Boitempo & A falta que ama (1968), Menino Antigo (1974) e Esquecer para lembrar (1979). Cada um dos três livros traziam um poema fora dos capítulos, como epígrafes, analisados de modo a se constatar seu caráter de moldura das memórias poéticas. A partir dessas análises, observou-se como se configura o ponto de vista da obra: desde o presente da enunciação, prismado pela melancolia e pela dissolução. Assim, identificou-se uma instância que garante uma diegese de contornos fracos, do memorialista que figura o menino. Também se estudou o avesso dessa melancolia: os aspectos positivos e utópicos do livro, expressos como um desejo malfadado do memorialista. Com essas questões de fundo, delineou-se alguns dos elementos do patriarcalismo da família, da história do Brasil e do desejo de libertação desses fatores por parte do menino e do sujeito no presente da enunciação. Por fim, a poética do livro foi interpretada através de sua construção como uma \"Coleção de cacos\" da vida