A avaliação social do “r” em coda silábica
O presente estudo investiga um dos problemas fundamentais da área de Sociolinguística, a avaliação social da linguagem (WEINREICH; LABOV; HERZOG, 1968; LABOV, 1994a, 2008), tendo como foco de análise um fenômeno de variação sonora do português brasileiro – PB, a variação do “r” em coda silábica. Exe...
| Autor: | |
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| Formato: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal de Lavras (UFLA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFLA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufla.br:1/36575 |
| Acesso em linha: | https://repositorio.ufla.br/handle/1/36575 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Avaliação social Variante retroflexa Variante glotal Coda silábica Metaphor Social evaluation Retroflex variant Glottal variant Syllabic coda |
| Resumo: | O presente estudo investiga um dos problemas fundamentais da área de Sociolinguística, a avaliação social da linguagem (WEINREICH; LABOV; HERZOG, 1968; LABOV, 1994a, 2008), tendo como foco de análise um fenômeno de variação sonora do português brasileiro – PB, a variação do “r” em coda silábica. Exemplos de palavras em que esse fenômeno ocorre são: esporte, mercado, maior e melhor. Em específico, pesquisa-se a avaliação social da variante glotal e da variante retroflexa. Objetivou-se, verificar como os falantes avaliam tais variantes do “r”, considerando que se observa uma avaliação negativa do “r” retroflexo no PB (BOTASSINI, 2009; RENICKE, 2011). Para proceder ao estudo, realizou-se a gravação da leitura de um texto – constituído por palavras selecionadas com “r” em coda – com um par de falantes (homem e mulher) do “r” retroflexo, provenientes de Lavras / MG, e um par de falantes (homem e mulher) do “r” glotal, oriundos de Belo Horizonte/ MG. Em seguida, submeteram-se os áudios à avaliação de um grupo de avaliadores, composto por 4 falantes (2 homens e 2 mulheres) de glotal, nascidos e criados na cidade de Belo Horizonte, e 4 falantes (2 homens e 2 mulheres) de retroflexo, nascidos e criados na cidade de Lavras. Foram utilizados, como parâmetro de avaliação, os quesitos status, competência, nível de urbanização e solidariedade, propostos por Rennicke (2011). Os resultados da pesquisa confirmam a percepção de que a variante retroflexa é estigmatizada socialmente (BOTASSINI, 2009). |
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