Apropriação do espaço e afetividade no Conjunto Habitacional Macapaba/AP

A habitação se caracteriza como uma necessidade básica e um dos direitos constitucionais do cidadão brasileiro. O significado que se atribui para este lugar é permeado de simbolismo, considerando as características que norteiam a relação do ser humano com seu meio e o vínculo estabelecido a partir d...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Matos, Jusele de Souza
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-30062023-082600
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59142/tde-30062023-082600/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Afetividade
Affection
Espaço
Housing
Moradia
Social vulnerability
Space
Vulnerabilidade social
Descripción
Sumario:A habitação se caracteriza como uma necessidade básica e um dos direitos constitucionais do cidadão brasileiro. O significado que se atribui para este lugar é permeado de simbolismo, considerando as características que norteiam a relação do ser humano com seu meio e o vínculo estabelecido a partir de então. O trabalho tem como objetivo compreender a apropriação do espaço e afetividade de lugar de moradores em área em condição de vulnerabilidade social, que foram transferidos para o Conjunto Habitacional Macapaba no Município de Macapá/AP. A área contém apartamentos que foram construídos para receber 4.366 famílias de baixa renda atendidas pelo Programa Minha Casa Minha Vida. Participaram da pesquisa seis moradores que foram transferidos das áreas de ressaca do bairro Perpétuo Socorro após serem vítimas de um incêndio em que ficaram desabrigados. A metodologia teve abordagem qualitativa e foi fundamentada no estudo de Bomfim (2010), que articula conceitos da Psicologia Ambiental e teoria histórico-cultural. Os instrumentos para a coleta de dados foram observação e aplicação online do instrumento gerador de mapas afetivos (IGMA). Dentre os resultados da pesquisa, a imagem afetiva de destruição e agradabilidade permeou a vivência dos moradores no conjunto, diante dos sentimentos de abandono e insegurança no entorno dos blocos; ao mesmo tempo, demonstrou apego à moradia. A escuta de moradores pode direcionar e sensibilizar a criação de políticas urbanas que priorizem a relação que o indivíduo estabelece com seu meio, no sentido de garantir o respeito às relações de afetividade e identidade com o lugar.