Evolução petrológica e contexto geodinâmico das rochas intrusivas básicas ediacaranas do sudeste do cinturão Dom Feliciano, RS

A ocorrência de magmas basálticos hidratados tem sido considerada um marcador petrogenético fundamental para analisar a evolução geodinâmica de cinturões orogênicos a pós-colisionais. Adicionalmente, estas rochas básicas documentam os processos de interação entre o manto e a crosta, contribuindo par...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Barbosa, Laércio Dal Olmo
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2022
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:português
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/263285
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/263285
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Petrologia
Geocronologia
Rochas intrusivas
Magmatismo
Evolução magmática
Cinturão Dom Feliciano
Passo da Fabiana Gabbros
Alto Alegre Diorite
Capim Branco Diorite
Descrição
Resumo:A ocorrência de magmas basálticos hidratados tem sido considerada um marcador petrogenético fundamental para analisar a evolução geodinâmica de cinturões orogênicos a pós-colisionais. Adicionalmente, estas rochas básicas documentam os processos de interação entre o manto e a crosta, contribuindo para a evolução crustal por meio da transferência de material e calor. No extremo sul do Brasil registra-se expressivo magmatismo junto ao Cinturão Dom Feliciano (CDF), como produto dos processos de colagem orogênica durante o Brasiliano-Pan-Africano. As áreas de estudo se localizam na porção oriental deste cinturão, no Terreno Pelotas, o qual se constitui essencialmente por granitoides Criogenianos e Ediacaranos, com rochas dioríticas e gabroicas subordinadas. O objetivo central desta Tese foi investigar a evolução petrológica e a cronologia do magmatismo vinculado às rochas intrusivas básicas, na porção sudeste do CDF. Para tal, foram realizados estudos de campo, análises mineralógicas, petrográficas, de composição mineral (EMPA-WDS), químicas em rocha-total, e geocronológicas (U-Pb SHRIMP/LA-ICP-MS em zircão) nos corpos mais representativos da área: Gabros Passo da Fabiana (GPF), Diorito Alto Alegre (DAA), e Diorito Capim Branco. As texturas e composições minerais apontam para uma evolução magmática complexa, com processos sobrepostos que resultaram em considerável dispersão composicional e textural. Estas feições foram interpretadas como produto de uma combinação, em diferentes graus, de acumulação, com processos evolutivos em sistema aberto causando considerável desequilíbrio. Temperaturas e pressões médias foram estimadas para os três corpos, variando entre 1018-1248 ºC, e 3-10,7 kbar. Sugere-se para estes magmas derivação a partir de líquidos fracionados de fontes peridotíticas, compatíveis com cumulados máficos de ambientes de arco. As afinidades químicas denotam líquidos subalcalinos, com assinatura cálcio-alcalina. Os dados geocronológicos indicaram que o posicionamento das rochas básicas analisadas (GPF e DAA) ocorreu no intervalo de 590-560 Ma. Assim, foi possível delinear que um importante componente do manto participou da evolução geodinâmica tardia do cinturão. Neste contexto, a redução das tensões compressivas possibilitou a geração e a colocação dos magmas basálticos hidratados, na porção sudeste do Cinturão Dom Feliciano.