Educação museal em um museu universitário: a teia de relações entre os animais peçonhentos, os mediadores e o público.

A compreensão do processo educativo em espaços como museus de ciências, denotam possibilidades de pesquisas no âmbito da educação museal, pois são reconhecidos como ambiente propicio à construção de conhecimento. Ao longo dos anos, tanto a pesquisa quanto as práticas educacionais e comunicacionais,...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Rocha, Micheli Ferreira Fonsêca
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/32862
Acceso en línea:http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/32862
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ciências Biológicas
Ciências Humanas
Educação museal
Divulgação científica
Museus de ciências
Museus de ciência - Aspectos educacionais
Scientific divulgation
Animais peçonhentos
Venomous animals
Museografia
Museography
Núcleo de Ofiologia e animais Peçonhentos da Bahia - Aspectos educacionais
Science museums
Ação educativa
Museal education
Animais venenosos
Descripción
Sumario:A compreensão do processo educativo em espaços como museus de ciências, denotam possibilidades de pesquisas no âmbito da educação museal, pois são reconhecidos como ambiente propicio à construção de conhecimento. Ao longo dos anos, tanto a pesquisa quanto as práticas educacionais e comunicacionais, relacionadas a exposições e ou atividades em museus têm se intensificado, tornando-se cada vez mais um campo de produção de conhecimento científico, principalmente com relação ao público visitante. Os museus possibilitam uma interação diferenciada entre mediador, público e objeto, que denotam possibilidades de pesquisa. O Núcleo de Ofiologia e Animais Peçonhentos da Universidade Federal da Bahia (NOAP/UFBA), em 2008, foi cadastrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como um museu de ciências. Possui um programa de educação Museal, caracterizado por um conjunto de ações educativas denominada Rede de Zoologia Interativa (REDEZOO), um projeto de extensão universitária de produção de conhecimento, popularização da Ciência e do ensino de Zoologia, através de exposições de longa duração e itinerantes. Em 2019, a REDEZOO conduziu a exposição Salve Boitatá, a serpente de fogo!, em comemoração ao Ano Internacional das Línguas Indígenas, definido pela Organização das Nações Unidas (ONU), objeto de estudo desta pesquisa. Neste contexto, nosso objetivo foi investigar as interações entre os diversos componentes das interações da educação Museal observadas na triangulação: mediador, objeto e visitante, que se desenvolveu no âmbito no conjunto de ações educativas desta exposição, com base na proposta da Política Nacional de Educação Museal (PNEM), na divulgação científica sobre animais peçonhentos, no campo da museografia. Para atender ao objetivo desta pesquisa foram utilizados procedimentos metodológicos de cunho qualitativo através da análise documental, observação participante, entrevistas individuais e grupo focal com os mediadores e entrevista aberta com os visitantes. A triangulação dos dados permitiu a análise da dinâmica do museu a partir das relações de aprendizagem, didática e de ensino que surgem das interações nesta instituição museológica. Concluímos que a narrativa dos agentes que compõe a exposição, mediadores e público, é o ponto de partida para melhor compreender e repensar as ações educativas da REDEZOO, visando ressignificar de forma a contribuir para a educação de um tema que pode salvar vidas, especialmente as mais vulneráveis aos acidentes sobre animais peçonhentos.