Modelo genético e paleoambiental de formações ferríferas, metachert e rochas metavulcânicas do Depósito Cuiabá, Greenstone Belt Rio das Velhas, Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais, Brasil

O depósito aurífero de Cuiabá está inserido na província mineral do Quadrilátero Ferrífero, em rochas do greenstone belt Rio das Velhas, Minas Gerais, Brasil. Formações ferríferas bandadas (FFB) dominadas por carbonato de ferro representam a principal litologia hospedeira da mineralização em ouro. A...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Noreto Carvalhais Sena
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Repositorio:Repositório Institucional da UFMG
Idioma:inglés
OAI Identifier:oai:repositorio.ufmg.br:1843/79244
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/1843/79244
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:formação ferrífera bandada
depósito Cuiabá
Geologia econômica – Minas Gerais
Geoquímica
Quadrilátero Ferrífero (MG)
Descripción
Sumario:O depósito aurífero de Cuiabá está inserido na província mineral do Quadrilátero Ferrífero, em rochas do greenstone belt Rio das Velhas, Minas Gerais, Brasil. Formações ferríferas bandadas (FFB) dominadas por carbonato de ferro representam a principal litologia hospedeira da mineralização em ouro. A estratigrafia do depósito consiste em uma unidade metavulcânica basal associada com rochas metassedimentares carbonosas, seguida por FFB e metapelito carbonoso, unidade metavulcânica máfica superior e metapelitos turbidíticos intercalados com rochas metavulcanoclásticas no topo da sequência. A FFB é essencialmente composta por quartzo e siderita, ambos de granulação fina, com conteúdo variável de matéria carbonosa. Supõe-se que essas rochas sedimentares químicas, classificadas como FFB do tipo Algoma, tenham sido formadas em ambiente marinho profundo, relativamente próximas aos centros exalativos vulcânicos. Esta hipótese é suportada pela assinatura geoquímica dessas rochas que, de forma geral, apresentam anomalia positiva de La (La/La*pass = 0,64-3,43), Eu (Eu/Eu*pass = 1,27 - 4,05) e Y, refletindo características herdadas da água do mar e de fluidos hidrotermais de alta temperatura (>250ºC). Além disso, os valores de razão Y/Ho supercondríticos, comumente observados, reforçam a influência da água do mar em sua geoquímica. A ausência da anomalia de Ce diz respeito às condições de oxigenação da água do mar no momento da sua deposição, indicando baixa disponibilidade de oxigênio. O baixo teor em Al2O3 (<0,27%) e outros elementos imóveis, típicos de sedimentos detríticos, corroboram com a interpretação de que essas rochas teriam sido depositadas em um ambiente marinho com baixa contribuição siliciclástica. Subordinadamente, metachert ferruginoso, FFB com magnetita e FFB com silicatos também estão presentes no depósito Cuiabá, e essa diversidade litológica possivelmente se relaciona a mudanças específicas na bacia durante a deposição das rochas sedimentares químicas ferruginosas. Essas mudanças podem ser pequenas variações no aporte detrítico, ou então, na disponibilidade de matéria carbonosa, por exemplo. Além disso, estudos geoquímicos das rochas que compõem as unidades metavulcânicas máficas inferior e superior do depósito permitiram melhor compreensão do contexto geotectônico da bacia. Dessa forma, propõe-se um modelo genético que retrate o paleoambiente de formação dessa sequência de rochas. As rochas de ambas unidades metavulcânicas possuem mineralogia semelhante, porém exibem diferenças geoquímicas notáveis. A unidade inferior consiste em um basalto/andesito cálcio-alcalino de arco continental, interpretada como desenvolvida durante o evento Rio das Velhas II (2800 - 2760 Ma), enquanto a unidade superior é definida como basalto de afinidade geoquímica transional, próximo a toleítica, possivelmente formada em um ambiente de fundo oceânico.